Itaú: retomada do grau de investimento pode levar até 7 anos
Análise do Itaú Unibanco aponta que países que perderam o grau de investimento levam, em média, 7,2 anos para recuperar o selo de bom pagador; principais indicadores que influenciam no tempo são a taxa de poupança, nível de inflação e a relação dívida/PIB; países que mais demoraram para recuperar o grau de investimento tinham uma dívida bruta que chegava a 70% do PIB; Brasil, que teve sua nota rebaixada no último dia 9 pela agência S&P, possui um comprometimento de 63%; "O ajuste nas contas públicas e externas bem como o controle da inflação foram cruciais para a recuperação da confiança dos investidores, do investimento, do crescimento e, consequentemente, do grau de investimento nesses países", diz a análise
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247 - Estudo feito pelo Itaú Unibanco aponta que a recuperação do grau de investimento perdido por um país acontece em um prazo de até 7,2 anos. Segundo a análise feita pela instituição, os principais indicadores que influenciam no tempo necessário para recuperar os elo de bom pagador são a taxa de poupança, nível de inflação e a relação dívida/Produto Interno Bruto (PIB). O Brasil teve o seu grau de investimento rebaixado no último dia 9 pela agência de classificação de risco Standard & Poor's.
O estudo, que analisou casos semelhantes aos do Brasil em países como Coreia do Sul, Eslováquia, Indonésia, Romênia, Uruguai e Colômbia, destaca que existem dois tipos de padrões diferentes: os que levam em média 3 anos para recuperar a nota e os que que chegam a demorar mais de dez para que isso aconteça. Apesar das taxas de crescimento se comportarem de modo semelhante nos dois grupos, os países que possuíam uma baixa relação dívida/PIB se recuperaram mais rapidamente.
Os países que mais demoraram para recuperar o grau de investimentos, segundo o estudo, tinham uma dívida bruta que chegava a 70% do PIB. O Brasil possui atualmente um comprometimento de 63%. "Esses países passaram de um déficit primário no ano do rebaixamento para um superávit logo no ano seguinte. A dívida bruta, nesse caso, aumentou em termos porcentuais do PIB no ano seguinte ao rebaixamento, mas foi recuando ao longo do tempo", destaca o texto da análise da economista Julia Gottlieb.
"O ajuste nas contas públicas e externas bem como o controle da inflação foram cruciais para a recuperação da confiança dos investidores, do investimento, do crescimento e, consequentemente, do grau de investimento nesses países", recomenda o estudo.
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