Itaú BBA processado nos EUA por IPO do Facebook

Instituição de Roberto Setúbal participou da distribuição de ações da companhia de Mark Zuckerberg, alvo de processos judiciais nos EUA; foi o único banco brasileiro na operação, e agora é também o único nacional acionado pelos investidores

Itaú BBA processado nos EUA por IPO do Facebook
Itaú BBA processado nos EUA por IPO do Facebook (Foto: Edição/247)


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247 – Um banco brasileiro está tendo sua participação no IPO do Facebook questionada oficialmente por investidores na justiça dos Estados Unidos. É o Itau BBA, que atuou como um dos distribuidores das ações da companhia fundada por Mark Zuckerberg. A instituição da família Setúbal foi a única do País a participar do evento, mas agora se transformou, solitariamente, em única banca nacional a ser procesadas nos EUA. Os investidores que compraram os papéis do Face alegam que as instituições participantes sonegaram informações sobre projeções negativas de receitas da rede social para 2012. Desde o lançamento, as ações  perderam cerca de 20% de seu valor inicial. O IPO resultou no recolhimento de cerca de US$ 16 bilhões nos mercados financeiros do mundo todo.

Abaixo, notícia da Agência Estado sobre o assunto:

ITAÚ BBA ESTÁ NA LISTA DE BANCOS PROCESSADOS EM IPO DO FACEBOOK

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São Paulo, 24 - O banco de investimento brasileiro Itaú BBA também está na lista de instituições financeiras que estão sendo processadas por investidores americanos insatisfeitos com a abertura de capital do Facebook. Os investidores alegam que os bancos participantes da venda das ações omitiram do grande público projeções negativas sobre as receitas de rede social para 2012.

O Itaú BBA participou da operação como distribuidor das ações para investidores e não na determinação do preço do papel, por isso os especialistas acreditam que o banco brasileiro não sofrerá transtornos. Procurado pela Agência Estado, a assessoria de imprensa do Itaú BBA informa que o banco está em período de silêncio e não pode comentar a operação.

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A determinação do preço ficou a cargo dos líderes da operação, Morgan Stanley, JPMorgan e Goldman Sachs. O processo foi aberto ontem nos Estados Unidos e, além de todos os bancos coordenadores da operação, também são citados a Nasdaq, bolsa na qual as ações do Facebook foram listadas, e Mark Zuckerberg, um dos fundadores da rede social.

Os investidores, além de questionarem que algumas projeções de ganhos foram reduzidas, acusam os bancos coordenadores de terem passado as revisões das projeções apenas para um pequeno grupo de grandes investidores, de acordo com cópia do processo ao qual a Agência Estado teve acesso. A abertura de capital do Facebook levantou US$ 16 bilhões.

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Um especialista chama atenção para o fato de que é cada vez mais comum os bancos de investimento brasileiros serem convidados a participar das maiores ofertas de ações nos Estados Unidos, como o ocorreu com a Visa e a General Motors, que tiveram o Itaú BBA e o Bradesco BBI entre os participantes. (Altamiro Silva Júnior)

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