Itaú agoura Petrobras: estatal não baterá meta

Na avaliação do Itaú BBA, que revisou as curvas de produção de petróleo da estatal, a mudança no marco regulatório do pré-sal sobrecarrega a empresa; novos números da instituição financeira apontam que a Petrobras não consiga atingir, pelo segundo ano seguido, o limite inferior da meta que é de 2% acima ou abaixo dos 2,021 milhões de barris/dia produzidos em 2011

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247 – O Itaú BBA parece estar agourando a Petrobras com suas novas previsões. Na avaliação do banco, que revisou as curvas de produção de petróleo da estatal, a mudança no marco regulatório do pré-sal sobrecarrega a empresa. Os novos números da instituição financeira apontam que a Petrobras não conseguirá atingir, pelo segundo ano seguido, o limite inferior da meta, que é de 2% acima ou abaixo dos 2,021 milhões de barris/dia produzidos em 2011.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, a vice-presidente de Pesquisas responsável pela área de petróleo, gás e petroquímica do Itaú BBA, Paula Kovarsky, avalia que a Petrobras está passando por "mudanças positivas e importantes", mas alerta para o fato de que "mover um transatlântico do tamanho da Petrobras não é uma tarefa fácil" e que "a empresa continua sendo uma peça chave para o crescimento do País.

"Para este ano vemos risco de a empresa não entregar o limite inferior da meta, mas estamos mais confiantes de que a produção vai crescer em 2014 e 2015. O pré-sal é uma realidade e vem surpreendendo positivamente em termos de produtividade. Ainda veremos atrasos, principalmente nos projetos que dependem de plataformas construídas no Brasil, e o desenvolvimento de infraestrutura ainda vai pesar na conta, mas as coisas estão evoluindo", diz Paula.

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Ela diz ainda que a Bacia de Campos é a fonte de preocupação: "A falta de foco nesta bacia aparentemente não causou danos relevantes aos reservatórios, o que significa que é possível recuperar produção através do restabelecimento da eficiência e através de paradas para manutenção. Mas estas paradas significam perda de produção no curto prazo, além de aumento nos custos, e tudo isto precisa ser muito bem gerenciado".

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