Ironia no caso Siemens: Chifre em cabeça de cavalo
Após anunciar intenção de desmembrar o processo sobre suspeita de formação de cartel entre as multinacionais Siemens e Alstom e o governo de São Paulo, ministro Marco Aurélio Mello, do STF, sustenta a derrubada do segredo de Justiça; antes mesmo de receber oficialmente os autos da Procuradoria Geral da República, ele divetiu-se a respeito da eventual contundência do processo contra os réus; "muitos ficam a imaginar chifre em cabeça de cavalo, pensam que há coisas piores do que as que realmente estão ali", disse o ministro em atenção aos acusados; na prática, desmembramento suaviza força de processo que envolve políticos do PSDB
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247 – Após conceder a réus ligados ao PSDB o direito ao desmembramento do processo por suspeita de formação de cartel entre as multinacionais Alstom e Siemens e o governo de São Paulo, o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, adiantou que pretende estudar o caso durante o recesso do poder judiciário. Mas usou de ironia para manifestar que, à primeira vista, não vê motivos para manter o segredo de justiça em torno do caso.
"Não sei porque o caso está sob segredo de Justiça. Isso é até ruim para o investigado, pois muitos ficam a imaginar chifre em cabeça de cavalo, pensam que há coisas pior do que realmente estão ali", disse ele.
Oficialmente, Mello recebeu ontem da Procuradoria Geral da República o processo que investiga irregularidades no Metrô e na CPTM durante as administrações Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin. Mas já se posicionara pelo desmembramento do processo, dando aos réus sem foro privilegiado o direito a serem julgados a partir da primeira instância. Esse direito não foi assegurado aos políticos ligados ao PT no julgamento da Ação Popular 470.
Além do desmembramento, Marco Aurélio analisará o caso na intenção de derrubar o segredo de Justiça imposto ao processo. Ele afirmou que pretende tomar as primeiras decisões sobre o caso nos próximos dias.
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