Inflação perde força e fica abaixo de 10% pela 1ª vez desde outubro
IBGE divulgou nesta sexta-feira, 8, que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,43% em março, contra alta de 0,90% no mês anterior; com resultado de março, a alta acumulada do índice em 12 meses caiu a 9,39%, contra 10,36% de fevereiro; foi a primeira vez que o acumulado em 12 meses ficou no patamar dos 9% desde outubro, quando ficou em 9,93 e a taxa mais baixa desde junho, quando atingiu 8,89%
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RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A queda nos preços de energia elétrica e de comunicação ajudou a inflação brasileira a desacelerar com força em março no ambiente atual de forte recessão vivida pelo país, com a taxa acumulada em 12 meses indo abaixo de 10 por cento pela primeira vez desde outubro.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,43 por cento em março, contra alta de 0,90 por cento no mês anterior, o nível mais baixo desde agosto (0,22 por cento).
Com isso, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, a alta acumulada do índice em 12 meses caiu a 9,39 por cento, contra 10,36 por cento de fevereiro.
Foi a primeira vez que o acumulado em 12 meses ficou no patamar dos 9 por cento desde outubro (quando ficou em 9,93) e a taxa mais baixa desde junho (quando atingiu 8,89 por cento).
Mas ainda assim permanece bem acima do teto da meta estabelecida pelo governo, de 4,5 por cento com tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou menos.
A expectativa de economistas em pesquisa da Reuters era de alta de 0,46 por cento na base mensal e de 9,42 por cento na comparação anual, segundo a mediana das projeções.
O IBGE apontou que a principal influência para baixo no resultado de março do IPCA foi a queda de 3,41 por cento da energia elétrica, com impacto de -0,13 ponto percentual. O recuo ocorreu por conta da redução na cobrança extra da bandeira tarifária.
Isso ajudou o grupo Habitação a registrar queda dos preços em março de 0,64 por cento, enquanto Comunicação teve recuo de 1,65 por cento. Ambos representaram impacto de -0,16 ponto percentual no índice.
(Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira)
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