Inflação não vai ultrapassar teto da meta, diz Mantega

Ministro da Fazenda participa do seminário Brasil Novo, na Câmara dos Deputados, que discute com governo e empresários o futuro da economia brasileira; Guido Mantega também disse prever uma volta lenta do aquecimento econômico global; Guido Mantega disse também que crise internacional que afetou vários países desde 2008 "está arrefecendo" e que "se houver recuperação mais rápida ainda poderemos ter desempenho melhor do que o proposto"; governo espera crescer 2,3% em 2014


Ministro da Fazenda participa do seminário Brasil Novo, na Câmara dos Deputados, que discute com governo e empresários o futuro da economia brasileira; Guido Mantega também disse prever uma volta lenta do aquecimento econômico global; Guido Mantega disse também que crise internacional que afetou vários países desde 2008 "está arrefecendo" e que "se houver recuperação mais rápida ainda poderemos ter desempenho melhor do que o proposto"; governo espera crescer 2,3% em 2014
Ministro da Fazenda participa do seminário Brasil Novo, na Câmara dos Deputados, que discute com governo e empresários o futuro da economia brasileira; Guido Mantega também disse prever uma volta lenta do aquecimento econômico global; Guido Mantega disse também que crise internacional que afetou vários países desde 2008 "está arrefecendo" e que "se houver recuperação mais rápida ainda poderemos ter desempenho melhor do que o proposto"; governo espera crescer 2,3% em 2014 (Foto: Gisele Federicce)


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Agência Câmara - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje na Câmara que, como tem acontecido há dez anos, este ano a inflação também não vai ultrapassar o teto do sistema de metas, que é de 6.5%. Para o crescimento econômico, Mantega afirmou que este ano deve ser de 2,3% mas que, a partir de 2015, voltará a crescer mais, chegando a 4% em 2016. Isso porque segundo o ministro, a crise financeira internacional, que começou em 2008, está no seu final.

Mantega lembrou que no período da crise, o Brasil cresceu 17,7%, enquanto outros países não cresceram nada ou cresceram muito pouco. Ele considerou como ganho permanente, o mais importante, a geração de mais de 20 milhões de emprego desde 2003. Para este ano, é esperado 1 milhão de empregos.

Outro dado que reforça a solidez do País, de acordo Mantega, é o fato de o Brasil estar sempre entre os cinco países que mais recebem investimentos diretos de fora. Como desafios para o futuro, o ministro da fazenda afirmou que é preciso investir em infraestrutura e inovação. Segundo ele, entre 1995 e 2002, o crescimento dos investimentos foi de 1% ao ano, em média, e de 2003 para cá esta média teria sido de mais de 6% ao ano.

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Guido Mantega participa do seminário Brasil Novo, promovido pelas comissões de Finanças e Tributação; de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ); de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e do Código Comercial (PL 1572/11).

O presidente da Comissão de Finanças e Tributação, Mario Feitoza disse que o objetivo é ouvir governo e empresários sobre o futuro da economia brasileira.

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Confira abaixo reportagem da Agência Brasil sobre o seminário:

Mantega prevê volta lenta do aquecimento econômico global

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Carolina Gonçalves e Pedro Peduzzi - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje (29) que o crescimento econômico deve ser retomado, porém de forma lenta. Segundo ele, a crise internacional que afetou vários países desde 2008 "está arrefecendo", e os efeitos da melhora desse cenário que "sinaliza o início de um novo ciclo de expansão da economia mundial, principalmente para os países emergentes", deve ocorrer a passos lentos.

"Isso é um processo lento porque os países, principalmente os avançados - onde foi o epicentro da crise -, têm vários problemas para resolver. É por isso que nossas projeções para os próximos anos ainda são moderadas", disse ele. O governo projeta um crescimento de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, passando para 3% do PIB em 2015, e 4% em 2016 e 2017. "Se houver recuperação mais rápida ainda poderemos ter desempenho melhor do que o proposto", antecipou.

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As declarações foram feitas na abertura do seminário "Brasil Novo – Discussões para a construção de uma agenda positiva no Congresso Nacional" que está ocorrendo na Câmara dos Deputados. Mantega lembrou que "2013 foi um ano difícil para todos os países, que cresceram menos". Mantega afirmou que as perspectivas de retomada do crescimento do Brasil são "boas".

"A crise que afetou os países está terminando, abrindo perspectivas para um novo ciclo de expansão da economia mundial", afirmou."Havendo recuperação maior, teremos arrecadação maior, combinada com controle de gastos", lembrando o acordo feito entre Executivo e Legislativo, no final do ano passado, para que parlamentares evitem aprovar projetos de lei que resultem no aumento de gastos para os cofres públicos.

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Guido Mantega ainda afirmou que a mudança da política adotada pelo Federal Reserve (Fed), instituição equivalente a um Banco Central norte-americano, que reduziu em US$ 10 bilhões os estímulos ao mercado, aumentou a tensão no mercado internacional, mas, segundo ele, a mudança de política intensificou uma crise "temporária" para as economias em crescimento, como as do grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

"Essa turbulência perdurou até janeiro deste ano porque o FED começou a reduzir de fato os estímulos. Isso causou mais comoção nos mercados e alguns apressados decretaram a decadência dos países emergentes. A partir de fevereiro o cenário mudou: o mercado se acomodou e a partir daí voltou à calmaria no mercado internacional e o fluxo de capitais voltaram aos emergentes", disse.

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O encontro foi marcado para discutir a situação atual e projeções da economia brasileira por parlamentares de quatro comissões permanentes da Casa (Finanças e Tributação, Constituição e Justiça (CCJ), Desenvolvimento Econômico e do Código Comercial).

A agenda legislativa sobre a área é elaborada a partir das sugestões de parlamentares e presidentes das principais confederações do país sobre projetos e propostas de ações do governo que precisam estar alinhadas ao setor produtivo.

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