Inflação entrará "em longo período de declínio" em 2015, diz BC
Ao justificar a decisão de acelerar a alta da Selic a 0,5 ponto percentual na semana passada, para 11,75% ao ano, o Banco Central, presidido por Alexandre Tombini, informou em ata que a inflação continua elevada devido ao preços relativos, tornando o balanço de risco "menos favorável", mas entra em "longo período de declínio" no próximo ano
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SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Central informou que a inflação continua elevada devido ao preços relativos, tornando o balanço de risco "menos favorável", ao justificar a decisão de acelerar a alta da Selic a 0,5 ponto percentual na semana passada, para 11,75 por cento ao ano. Mas o BC defendeu que a inflação entra em "longo período de declínio" em 2015.
Pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta quinta-feira, o BC repetiu que a decisão de acelerar o passo foi tomada "neste momento", e que "o esforço adicional de política monetária tende a ser implementado com parcimônia".
O BC também não piorou suas projeções de inflação. Sem citar números, pelo cenário de referência, informou que a inflação reduziu em 2014 e manteve-se "relativamente estável" em 2015, mas se encontram acima do centro da meta, de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos.
E repetiu que, nos três primeiros trimestres de 2016, "apesar de indicarem que a inflação entra em trajetória de convergência", as projeções também estão acima da meta.
(Por Patrícia Duarte)
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