Inflação dispara na Argentina e comprova fiasco de Macri

A Argentina registrou em setembro uma inflação de 6,5%, recorde mensal neste ano e um dos percentuais mais altos desde a crise de 2001/2002, que vem asfixiando os consumidores do país. Nos primeiros nove meses de 2018, a alta é de 32,4%

Inflação dispara na Argentina e comprova fiasco de Macri
Inflação dispara na Argentina e comprova fiasco de Macri (Foto: Ricardo Mazalan)


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Da Agência EFE – A Argentina registrou em setembro uma inflação de 6,5%, recorde mensal neste ano e um dos percentuais mais altos desde a crise de 2001/2002, que vem asfixiando os consumidores do país. O Instituto Nacional de Estatística e Censos revelou que a inflação deu, em setembro, um salto de 40,5% no período de 12 meses e acumulou nos primeiros nove meses de 2018 uma alta de 32,4%.

A alta de 6,5% em setembro é a maior neste ano – a marca anterior era de agosto (3,9%) – e iguala o registro de abril de 2016, que era de forma isolada o mais elevado desde a chegada de Mauricio Macri à presidência, há quase três anos.

O dado oficial da inflação de setembro foi impactado pela forte desvalorização sofrida pelo peso argentino neste ano, em particular em maio e em agosto, meses de forte turbulência no mercado cambial.

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Neste ano, o preço do dólar acumulou alta de 96,3% no mercado oficial local, o que afetou muito os preços de bens e serviços.

Com esta aceleração dos preços, a preocupante inflação se aproxima dos piores patamares da crise que explodiu no final de 2001 e que provocou, em 2002, um aumento acumulado nos preços do 40,9%, com um pico de 10,4% em abril daquele ano.

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Consumo

Segundo os resultados divulgados hoje de uma pesquisa realizada em setembro pelo Centro de Ciências Econômicas da Argentina e o Instituto Projeção Cidadã, a desvalorização e o aumento de preços afetaram o consumo.

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De acordo com a pesquisa, realizada em Buenos Aires e em sua populosa periferia, 34% dos entrevistados diminuíram o consumo de produtos lácteos; 54% reduziram o de carnes; 63% o de frutas e verduras; 44% o de sucos e bebidas gaseificadas; 69% o de atividades recreativas; 39% o de combustível e 23% o de medicamentos.

Segundo o relatório, em todos os níveis socioeconômicos houve uma porcentagem "relevante" de entrevistados que diminuiu as quantidades consumidas, mas os de renda mais baixa tenderam a reduzir mais o consumo de produtos de primeira necessidade, e os de renda média e alta o fizeram em lazer e combustíveis.

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Enquanto o governo Macri reitera estar empenhado em diminuir a inflação, as políticas econômicas mostraram algum resultado, mas ainda longe de satisfazer a população: em 2016, a inflação foi de 40%, e no ano passado, de 24,8%. Para 2018, a meta inicial era de 10%, depois alterada para 15%, e por fim cancelada em meio a uma forte instabilidade financeira e desvalorização da moeda nacional.

Relatório de expectativas

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Os analistas do mercado consultados mensalmente pelo Banco Central argentino para elaborar seu relatório de expectativas elevaram neste mês as previsões de inflação para este ano para 44,8%, 4,5 pontos percentuais a mais que o previsto em setembro.

Os especialistas de referência do Banco Central calculam que, para os próximos 12 meses, a alta dos preços será de 31,9%, e para o conjunto de 2019 será de 27%.

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