Indústrias sofrem com falta de insumos e política de Bolsonaro

As matérias-primas para produção e, ao mesmo tempo, há falta de algumas está gerando uma crise da produção, com a falta de algodão, cimento, aço, componentes eletrônicos, peças de carro, resinas, etc

(Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília)


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247, com Agência Brasil - A pandemia da Covid-19 afeta profundamente a indústria nacional, principalmente diante do pífio e pouco extenso auxílio emergencial do governo Jair Bolsonaro. Além disso, as indústrias também estão sendo afetadas com cadeias de suprimentos fragmentadas.

As matérias-primas para produção e, ao mesmo tempo, há falta de algumas está gerando uma crise da produção, com a falta de algodão, cimento, aço, componentes eletrônicos, peças de carro, resinas, etc.

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Levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria), mostrou que em fevereiro 73% das empresas tinham problemas para conseguir insumos e matérias-primas em todos os 26 setores analisados.

FGV: confiança da indústria cai 1,1 ponto na prévia de abril

O Índice de Confiança da Indústria recuou 1,1 ponto na prévia de abril, na comparação com o resultado consolidado de março. Segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (22) pela Fundação Getúlio Vargas, o indicador chegou a 103,1 pontos.

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Essa é a quarta queda do indicador desde agosto de 2020, quando atingiu o menor nível (98,7 pontos). O índice vai de zero a 200 e acima de 100 indica otimismo.

A queda da confiança dos empresários brasileiros foi puxada principalmente pela avaliação sobre a situação atual, que recuou 2,3 pontos e atingiu 109,1 pontos. O Índice de Expectativas, que mede a confiança dos empresários no futuro, manteve-se em 97,1 pontos.

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O dado preliminar do Nível de Utilização da Capacidade Instalada da indústria mostra queda de 2,7 pontos percentuais, para 75,6%, menor nível desde agosto de 2020 (75,3%).

Líder mundial na produção de cimento deixa o Brasil

O grupo franco-suíço LafargeHolcim, líder mundial na produção de cimento, está vendendo suas operações locais para sair do Brasil.

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O grupo conta com 10 unidades industriais, além de centros de distribuição, terminais de mistura e unidades de mineração.

LafargeHolcim tem a capacidade de produzir cerca de 10 milhões de toneladas de cimento por ano.

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É a segunda cimenteira a deixar o país em menos de um ano. No fim de 2020, o grupo irlandês CRH vendeu suas operações à Companhia Nacional de Cimento.

Crise econômica

A saída das empresas mostra a profundidade da crise econômica brasileira, promovida após o golpe de 2016, contra Dilma Rousseff (PT), nos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro.

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Neste ano, a fabricante de automóveis norte-americana Ford também paralisou sua atividade produtiva no Brasil. Em entrevista à TV 247, o economista Uallace Moreira ligou o acontecimento à “destruição do mercado interno” no país.

“A crise da indústria automobilística, em particular a questão da Ford, é resultante e tem como um dos principais motivos a crise do mercado interno. A grande imprensa e muitos especialistas de mercado não querem reconhecer isso porque não querem reconhecer que o apoio à crise institucional pós-2015, o apoio às reformas trabalhista e da Previdência e o teto dos gastos não deram certo. Nessa tônica de reforma, reforma e reforma, ninguém questiona por que a reforma trabalhista até agora não gerou os seis milhões de empregos prometidos pelo Henrique Meirelles”, lembrou.

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