Indústria contrai pelo terceiro mês, aponta PMI

Produção teve a maior queda em 33 meses, de acordo com o Índice de Gerentes de Compras divulgado nesta terça-feira; categoria de bens de investimento mais uma vez foi a que registrou o pior desempenho entre os três subsetores monitorados

Produção teve a maior queda em 33 meses, de acordo com o Índice de Gerentes de Compras divulgado nesta terça-feira; categoria de bens de investimento mais uma vez foi a que registrou o pior desempenho entre os três subsetores monitorados
Produção teve a maior queda em 33 meses, de acordo com o Índice de Gerentes de Compras divulgado nesta terça-feira; categoria de bens de investimento mais uma vez foi a que registrou o pior desempenho entre os três subsetores monitorados (Foto: Gisele Federicce)


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Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - A atividade industrial brasileira registrou contração pelo terceiro mês seguido em junho, com as condições de negócios se deteriorando e a produção tendo a maior queda em 33 meses, de acordo com o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgado nesta terça-feira.

O PMI da indústria brasileira do Markit caiu a 48,7 em junho ante 48,8 em maio, terceiro mês seguido abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração e o pior resultado desde julho do ano passado.

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A categoria de bens de investimento mais uma vez foi a que registrou o pior desempenho entre os três subsetores monitorados.

O subíndice de produção foi o que registrou o pior desempenho em junho ao recuar para 46,1, ante 47,6 no mês anterior, chegando ao nível mais baixo desde setembro de 2011, quando foi de 44,0.

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Todos os três subsetores tiveram produção menor, com contração mais forte entre os produtores de bens intermediários. Segundo o Markit, esse resultado refletiu "um enfraquecimento persistente na demanda interna", com a terceira redução seguida no volume de pedidos recebidos.

"Os entrevistados da pesquisa relataram uma demanda interna mais fraca, que vincularam parcialmente à Copa do Mundo", destacou o Markit.

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Assim, também pela terceira vez consecutiva, a indústria brasileira reduziu o nível de funcionários, para conter as despesas.

Em relação aos preços de insumos, pouco mais de 5 por cento dos entrevistados relataram aumento, atribuindo o movimento à taxa câmbio entre o dólar e o real. Os produtores informaram que houve repasse dos custos aos clientes, porém a taxa de inflação de preços cobrados foi modesta.

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O setor industrial brasileiro vem enfrentando perspectiva de contração da produção neste ano e de níveis muito baixos de confiança. A produção teve queda de 0,3 por cento em abril e pesquisa Focus do Banco Central mostra que a expectativa de economistas é de recuo de 0,14 por cento em 2014.

Já o Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 3,9 por cento em junho sobre o final de maio, na sexta queda consecutiva.

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