Indicador antecedente de emprego cai ao menor nível em quase dois anos

Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) caiu em agosto pela sexta vez seguida e atingiu o nível mais baixo em um ano e oito meses;  IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho, registrou queda de 0,4 ponto e foi a 94,3 pontos em agosto, leitura mais fraca desde os 90,0 pontos de dezembro de 2016

Indicador antecedente de emprego cai ao menor nível em quase dois anos
Indicador antecedente de emprego cai ao menor nível em quase dois anos (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)


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Reuters - O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) caiu em agosto pela sexta vez seguida e atingiu o nível mais baixo em um ano e oito meses, apontando fraqueza nas expectativas de contratação futura, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Pessoas procuram por empregos no centro de São Paulo 29/07/2017 REUTERS/Paulo Whitaker
O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, registrou queda de 0,4 ponto e foi a 94,3 pontos em agosto, leitura mais fraca desde os 90,0 pontos de dezembro de 2016.

"O baixo crescimento deste ano aliado à elevada incerteza acerca do processo eleitoral e ao desempenho econômico de 2019 contribuem para as expectativas não muito otimistas acerca da contratação futura", disse em nota o economista da FGV/Ibre Fernando de Holanda Barbosa Filho.

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Entre os componentes do IAEmp, o destaque ficou para as perdas dos indicadores que medem a situação atual dos negócios e o emprego previsto para os próximos três meses no setor da Indústria de Transformação.

Já o Indicador Coincidente de Emprego (ICD), que capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, avançou 0,2 ponto em agosto, para 96,3 pontos.

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"O indicador coincidente da taxa de desemprego vem acompanhando a melhora lenta e gradual da taxa de desemprego. No entanto, o elevado nível do índice sinaliza uma situação ainda bastante complicada no mercado de trabalho brasileiro", afirmou Barbosa Filho.

O Brasil iniciou o terceiro trimestre com queda na taxa de desemprego pela quarta vez seguida, para 12,3 por cento, porém com número recorde de desalentados diante das incertezas atuais em torno da economia, segundo dados do IBGE.

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Por Camila Moreira

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