Indicado para o BC, Goldfajn será sabatinado no Senado na quarta

O economista Ilan Goldfajn será sabatinado na próxima quarta-feira (1°) na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para o cargo de presidente do Banco Central (BC); ainda nesta sexta, o relator da matéria e vice-presidente da CAE, senador Raimundo Lira, vai protocolar na comissão o relatório sobre a indicação; o conteúdo será discutido na terça-feira (31), um dia antes da sabatina, negociada com a presidente do colegiado, senadora Gleisi Hoffmann; ela concordou em abrir mão do prazo regimental de cinco dias entre a discussão e a votação da indicação, para acelerar o processo

O economista Ilan Goldfajn será sabatinado na próxima quarta-feira (1°) na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para o cargo de presidente do Banco Central (BC); ainda nesta sexta, o relator da matéria e vice-presidente da CAE, senador Raimundo Lira, vai protocolar na comissão o relatório sobre a indicação; o conteúdo será discutido na terça-feira (31), um dia antes da sabatina, negociada com a presidente do colegiado, senadora Gleisi Hoffmann; ela concordou em abrir mão do prazo regimental de cinco dias entre a discussão e a votação da indicação, para acelerar o processo
O economista Ilan Goldfajn será sabatinado na próxima quarta-feira (1°) na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para o cargo de presidente do Banco Central (BC); ainda nesta sexta, o relator da matéria e vice-presidente da CAE, senador Raimundo Lira, vai protocolar na comissão o relatório sobre a indicação; o conteúdo será discutido na terça-feira (31), um dia antes da sabatina, negociada com a presidente do colegiado, senadora Gleisi Hoffmann; ela concordou em abrir mão do prazo regimental de cinco dias entre a discussão e a votação da indicação, para acelerar o processo (Foto: Romulo Faro)


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Karine Melo – repórter da Agência Brasil

O economista Ilan Goldfajn será sabatinado na próxima quarta-feira (1°) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para o cargo de presidente do Banco Central (BC). Ainda hoje (27) o relator da matéria e vice-presidente da CAE, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), vai protocolar na comissão o relatório sobre a indicação.

O conteúdo será discutido na terça-feira (31), um dia antes da sabatina, negociada com a presidente do colegiado, senadora Gleisi Hoffmann (PT-SC). A petista concordou em abrir mão do prazo regimental de cinco dias entre a discussão e a votação da indicação, para acelerar o processo. Segunda ela, o próprio atual presidente do BC, Alexandre Tombini, tem pressa para que Goldfjan possa participar das próximas decisões do Banco Central.

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Como nesse tipo de escolha o voto é secreto, caberá a Lira dizer no relatório apenas se Goldfajn está apto a exercer o cargo. "Logicamente haverá contraditório e, possivelmente, voto em separado da hoje oposição ao governo, mas com certeza dado o conteúdo do currículo do doutor Ilan – muito bom, muito consistente, muito preparado – não terá dificuldade para ser aprovado", disse.

Ela acrescentou que o esforço dos apoiadores do governo de Michel Temer é para que Ilan Goldfajn já esteja presidindo o Banco Central na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por fixar a taxa básica de juros do país, nos dias 7 e 8 de junho.

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Após a apreciação na CAE, o nome do economista precisa ser aprovado pelo plenário do Senado. Como geralmente acontece, para acelerar o processo, essa matéria deverá seguir com pedido de urgência e, segundo adiantou Gleisi Hoffmann hoje, a votação no plenário pode ocorrer também na semana vem.

Oposição

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A oposição já prepara os questionamentos ao economista do Banco Itaú. Apesar de não ter colocado obstáculos à sabatina, a presidente da CAE criticou a indicação.

"Do ponto de vista político é uma situação muito difícil. Porque nós vamos ter um presidente do Banco Central que não é só economista chefe de um banco, como sócio-proprietário deste banco. Nunca é demais lembrar que nós exigimos na saída dos presidentes do Banco Central a quarentena e não se está se exigindo nenhuma quarentena na entrada, ou seja, nós vamos ter um banqueiro no Banco Central", disse Gleisi Hoffmann.

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Uma das maiores defensoras da presidenta Dilma na Casa, a senadora Vanessa Grazzition (PcdoB-AM), disse que um dos pontos que serão questionados é o que trata da autonomia do Banco Central. "Temos que desmontar essa tese. Ele [Ilan Goldfajn] era até ontem presidente de um dos maiores banco privados do Brasil. Isso é uma farsa, não existe independência. Ninguém sobrevive em cima do muro", criticou, a senadora.

Vanessa Grazzition disse ainda que o impacto de um presidente do Banco Central autônomo "é gravíssimo". "Você não pode esperar de quem trabalhou a vida inteira para favorecer o sistema financeiro, que haja em defesa do estado brasileiro. Claro que ele vai agir em defesa do mercado. Para o cidadão comum, esse é o pior dos mundos. Sem a recuperação da economia, você vai fortalecer a política ortodoxa de juros altos", disse.

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PEC

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Henrique Meireles, disse que o governo vai enviar ao Congresso Nacional uma proposta de emenda à Constituição para garantir autonomia operacional ao BC.

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Na ocasião, o ministro explicou que a autonomia para tomar decisões não se confunde com independência e com a adoção de mandatos para a diretoria do BC. "O que vai ser definido formalmente, isso é mais importante do que parece, é a autonomia técnica. No momento, não há definição de mandato que seria o caso de uma independência formal do Banco Central, o que é uma questão que será sempre objeto de discussão", disse.

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