Incerteza sobre nova cepa do coronavírus no Reino Unido derruba preço do petróleo

Segundo as autoridades, a situação está “fora de controle”, e já provocou suspensão de voos com diversos países e novas restrições gerais

(Foto: Reuters)


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Sputnik Brasil - Os preços do petróleo caíram 3% nesta segunda-feira (21), em meio a receios de uma recuperação mais lenta da demanda do combustível, após restrições mais rigorosas na Europa em consequência da COVID-19.

Assim, o petróleo cru Brent perdeu US$ 1.54 (R$ 7.86) até se fixar em US$ 50.72 (R$ 258.8) por barril às 05h10 GMT (02h10, horário de Brasília) após ter registrado um aumento em 1.5% e atingido seu máximo desde março na sexta-feira passada (18). Ao mesmo tempo, o West Texas Intermediate (WTI) caiu 2,9% situando-se em US$ 47.68 por barril (R$ 243.29), também após crescer 1.5% na sexta-feira (18) até seu pico desde fevereiro.

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A queda ocorreu em meio à incerteza no mercado petroleiro, pouco após ser divulgada a informação sobre a propagação de uma nova cepa do coronavírus no Reino Unido que, segundo as autoridades, está "fora de controle", e já provocou a suspenção de voos entre a ilha e mais de 20 países.

O analista principal da Sunward Trading (Japão), Chiyoki Chen, associou a queda dos preços do petróleo a um confinamento mais rigoroso no Reino Unido para enfrentar a nova cepa, bem como às restrições de viagem em outros países europeus.

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"O Brent pode cair abaixo dos US$ 50 [R$ 255.13] por barril e o WTI pode cair abaixo dos US$ 45 [R$ 229.61] nesta semana, enquanto os investidores procuram ajustar suas posições antes das férias de Natal", comentou o analista à Reuters.

Segundo a opinião do especialista da corretora PVM Stephen Brennock, citado pela Reuters, "os preços do petróleo estão em queda em meio aos temores de que a nova cepa impedirá a recuperação da demanda de combustível. Então, isso reafirma que o caminho rumo à normalização da demanda está longe de ser suave".

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Na semana passada, os preços do petróleo marcaram sete semanas consecutivas de aumento, com os investidores prestando atenção ao início da distribuição das vacinas contra a COVID-19.

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