Inadimplência e provisões contra calotes disparam no Itaú

Maior banco privado brasileiro, o Itaú Unibanco, anunciou que seu lucro líquido no primeiro trimestre somou R$ 5,184 bilhões, queda de 9,58% ante os R$ 5,733 bilhões registrados em igual período de 2015, o menor desde o segundo trimestre de 2014; numa mão, o índice de inadimplência acima de 90 dias atingiu 3,9%; em outra frente, o estoque de financiamentos do banco, incluindo avais e fianças, caiu 4,8% contra o primeiro trimestre do ano passado

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itau (Foto: Paulo Emílio)


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Por Aluísio Alves, Reuters - Um salto nas provisões para perdas com inadimplência e receitas pressionadas devido à retração na carteira de crédito levaram o Itaú Unibanco a queda no lucro do primeiro trimestre.

O maior banco privado brasileiro anunciou nesta terça-feira que seu lucro líquido do período somou 5,184 bilhões de reais, queda ante os 5,733 bilhões em igual período de 2015, o menor desde o segundo trimestre de 2014.

Na base recorrente, o lucro somou 5,235 bilhões de reais no período, queda de 9,9 por cento sobre um ano antes. A previsão média de analistas consultados pela Reuters para esta linha era de 5,195 bilhões de reais.

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Numa mão, o índice de inadimplência acima de 90 dias atingiu 3,9 por cento, ante 3 por cento em igual etapa de 2015 e o pico desde setembro de 2013.

Com a alta do desemprego e dos pedidos de recuperação judicial de empresas numa economia em forte recessão, o banco fez provisões para perdas com calotes de 6,4 bilhões de reais, alta de 38,1 por cento na base sequencial e de 43,7 por cento sobre um ano antes. O número já deduz recuperação de crédito.

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Em outra frente, o estoque de financiamentos do Itaú Unibanco, incluindo avais e fianças, caiu 4,8 por cento contra o primeiro trimestre do ano passado, a 517,484 bilhões de reais. Sobre dezembro, a queda foi ainda maior, de 5,6 por cento.

A contração foi liderada pelos empréstimos para compra de veículos (-31,2 por cento), para grandes empresas (-9,8 por cento) e das pequenas e médias (-9,9 por cento), todos na comparação ano a ano.

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Um efeito desse movimento foi o recuo na margem financeira, que somou 16,6 bilhões no trimestre, montante 207 milhões menor do que no trimestre passado.

As receitas com tarifas e serviços, de 7,17 bilhões de reais, avançaram 4,4 por cento na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior, número bem abaixo da variação da inflação no período, de cerca de 10 por cento.

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Por outro lado, as despesas não decorrentes de juros, que incluem pagamento de salários, somaram 10,2 bilhões de reais de janeiro a março, recuo sequencial de 8 por cento e aumento de 3,4 por cento sobre um ano antes, também abaixo da inflação.

Mas isso foi insuficiente para impedir uma baixa de 4,5 pontos no retorno sobre o patrimônio líquido anualizado, de 19,7 por cento no trimestre. Em termos recorrentes, a queda foi de 4,6 por cento do índice, que mede como um banco remunera o capital de seus acionistas.

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