Ilan Godfajn defendeu cortes na saúde, educação, PAC e Previdência

Anunciado como novo presidente do Banco Central, Ilan Godfajn, sócio e economista-chefe do Banco Itaú, defendeu, em 2015, propostas que preveem cortes de subsídios e redução de gastos com o seguro desemprego e com o abono salarial, além de cortes significativos nos recursos para saúde e educação; jornalista Tales Faria, do blog Os Divergentes, revela que Goldfajn escreveu "dois artigos interessantes" sobre o assunto intitulados "A arte de cortar na carne" e "Um pouco mais sobre a arte de cortar na carne"

Anunciado como novo presidente do Banco Central, Ilan Godfajn, sócio e economista-chefe do Banco Itaú, defendeu, em 2015, propostas que preveem cortes de subsídios e redução de gastos com o seguro desemprego e com o abono salarial, além de cortes significativos nos recursos para saúde e educação; jornalista Tales Faria, do blog Os Divergentes, revela que Goldfajn escreveu "dois artigos interessantes" sobre o assunto intitulados "A arte de cortar na carne" e "Um pouco mais sobre a arte de cortar na carne"
Anunciado como novo presidente do Banco Central, Ilan Godfajn, sócio e economista-chefe do Banco Itaú, defendeu, em 2015, propostas que preveem cortes de subsídios e redução de gastos com o seguro desemprego e com o abono salarial, além de cortes significativos nos recursos para saúde e educação; jornalista Tales Faria, do blog Os Divergentes, revela que Goldfajn escreveu "dois artigos interessantes" sobre o assunto intitulados "A arte de cortar na carne" e "Um pouco mais sobre a arte de cortar na carne" (Foto: Paulo Emílio)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Do blog Os DivergentesO novo presidente do Banco Central, Ilan Godfajn, sócio e economista-chefe do Banco Itaú, já demonstrava, em 2015, o seu alinhamento com as propostas defendidas pelo ministro da Fazenda do governo Michel Temer, Henrique Meirelles, que prevê cortes de subsídios e a redução de gastos com o seguro desemprego e com o abono salarial, além de cortes significativos nos recursos para saúde e educação.

Jornalista Tales Faria, do blog Os Divergentes, revela que, em 2015, Goldfajn escreveu "dois artigos interessantes" sobre o assunto.
Nos "dois textos de outubro de 2015, assinados por Goldfajn junto com outro economista do Itaú, Luka Barbosa, intitulados "A arte de cortar na carne" e "Um pouco mais sobre a arte de cortar na carne", é possível "saber o que deve vir por aí, em termos de decisão econômica do governo", escreveu o jornalista.

"Os articulistas argumentam que, se não houver uma repentina retomada do crescimento (o que é pouco provável), será necessário um forte ajuste fiscal exclusivamente via gastos do governo", observa o texto.

continua após o anúncio

"Abaixo discutimos o que teria de ser o corte em cada linha de despesas para fazer o ajuste fiscal exclusivamente via gastos. Parametrizamos o corte em cada linha de despesa equivalente ao aumento ocorrido entre 1991 e 2014 como proporção do PIB. Consideramos essa volta aos valores de 1991 como o espaço de corte máximo", destaca um dos trechos extraídos por Faria.

Ao todo, a proposta "de um ajuste de 3,5% unicamente pelo lado das despesas parece dramático. Precisaria reavaliação do programa Minha casa Minha Vida e do PAC, fortes ajustes na contratação e reajustes de pessoal, e nos critérios de concessões de diversos benefícios e outros", observa. "Mesmo que fosse possível fazer esse ajuste de 3,5% do PIB, será depois necessário estancar o crescimento dos gastos da previdência que aumentam o déficit em 0,3% do PIB ao ano", diz um outro trecho do documento.

continua após o anúncio

Segundo os economistas, "a reforma da previdência é essencial. Ela consiste em aumentar a idade média de aposentadoria (alinhando com a expectativa de vida maior e a capacidade de pagamento) e desvincular o piso do benefício previdenciário do aumento do salário mínimo (que tem crescido acima da inflação). Para estabilizar os gastos previdenciários como proporção do PIB, seria necessário que a idade mínima de aposentadoria fosse ajustada a 65 anos de idade (ainda hoje, cerca de 35% das pessoas se aposentam por tempo de contribuição com 55 anos) e o reajuste aos aposentados fosse em linha com a inflação", observa o texto.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247