Ilan diz esperar alta gradual dos juros americanos

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou esperar que o Federal Reserve continue a elevar a taxa de juros dos Estados Unidos de forma gradual, permitindo que o cenário relativamente benigno para o Brasil seja mantido

Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn 15/9/2016 REUTERS/Adriano Machado
Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn 15/9/2016 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Leonardo Attuch)


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BERKELEY, EUA (Reuters) - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou esperar que o Federal Reserve continue a elevar a taxa de juros dos Estados Unidos de forma gradual, permitindo que o cenário relativamente benigno para o Brasil seja mantido.

"Se continuarmos a ver as coisas se normalizando de maneira gradual, acho que ficará bem", disse ele em entrevista à Reuters no sábado, após conferência na Universidade da Califórnia, Estados Unidos.

Para ele, Jerome Powell, indicado pelo presidente norte-americano Donald Trump para suceder Janet Yellen como chair do banco central dos EUA em fevereiro, deve continuar a elevar os juros gradualmente, o que "será bom para os mercados emergentes".

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"Se virmos as coisas...menos gradual e mais intensas, seja vindo do lado fiscal ou qualquer outro fator que leve a inflação a subir mais do que o esperado, aí será uma trajetória mais turbulenta à frente", disse Ilan. "Mas o cenário central é de que será gradual."

Ilan voltou a reiterar a importância da aprovação da reforma da Previdência para colocar as contas fiscais do Brasil em ordem.

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"Ela pode ser feita este ano, ou no próximo. Mas acho que quanto antes melhor. A reforma da Previdência será muito importante para nos proteger de qualquer turbulência inesperada à frente. O crucial é que a reforma da Previdência seja aprovada, ou pelo menos parcialmente aprovada", disse ele.

O presidente do BC repetiu ainda que para a próxima e última reunião do Copom no ano, em dezembro, vê como adequada redução moderada no ritmo de afrouxamento dos juros básicos.

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"Mas isso depende das condições da economia", destacou ele novamente.

Em seu último encontro, o BC desacelerou o ritmo de queda da Selic com um corte de 0,75 ponto percentual, levando a taxa básica de juros a 7,50 por cento ao ano e mantendo o cenário aberto para agir conforme o panorama do momento.

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