Ibovespa sobe 3,2% e dólar cai para mínima em 3 meses
Mercado segue com rali imparável diante do maior apetite por risco dos investidores no mundo todo
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Infomoney - O Ibovespa fechou em alta novamente nesta segunda-feira (8), fazendo sua sétima valorização consecutiva. Já é a maior sequência de altas do benchmark desde fevereiro de 2018, quando a Bolsa subiu por nove pregões seguidos. O que motivou a continuidade do rali foi o otimismo global com uma recuperação econômica em V depois da pandemia de coronavírus.
Hoje, os índices da bolsa de Nova York, Dow Jones e S&P 500 subiram entre 1,2% e 1,7%. Já o índice de ações de empresas de alta tecnologia dos Estados Unidos, o Nasdaq, avançou 1,13% e renovou máxima histórica de fechamento, deixando para trás todas as perdas do coronavírus.
No radar, esta semana terá reunião de decisão de juros do Federal Reserve na quarta-feira (10), que se segue ao dado publicado na última sexta-feira de que a economia americana criou 2,5 milhões de empregos em maio, número muito melhor que o esperado pelos economistas, que previam perda de 7,5 milhões de vagas, segundo o consenso Bloomberg.
O Ibovespa fechou em alta de 3,18% a 97.644 pontos com volume financeiro negociado de R$ 32,692 bilhões.
Enquanto isso, o dólar comercial teve baixa de 2,66%, a R$ 4,855 na venda, renovando sua mínima em 3 meses. Já o dólar futuro para julho opera em queda de 2,45% a R$ 4,849.
O Banco Central vendeu hoje 10.450 contratos de swap cambial tradicional com vencimento em fevereiro de 2021 de uma oferta total de 12 mil.
Roberto Campos Neto, presidente do BC, disse que as saídas de capital irão se acomodar e as contas externas vão melhorar. Por outro lado, Campos Neto destacou que problemas de liquidez podem se tornar problemas de solvência se não forem bem gerenciados.
No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 subiu quatro pontos-base a 3,13%, o DI para janeiro de 2023 teve alta de três pontos-base a 4,22% e o DI para janeiro de 2025 caiu três pontos-base a 5,77%.
Entre os indicadores, os economistas do mercado financeiro agora projetam que o Produto Interno Bruto (PIB) deva cair 6,48% em 2020, mais do que previam na semana passada, quando se esperava uma retração de 6,25%, mostrou o Relatório Focus do Banco Central.
Para o próximo ano, a previsão do mercado financeiro permaneceu em alta de 3,50%.
Os analistas reduziram, de 1,55% para 1,53%, a estimativa de inflação para 2020. Para 2021, o mercado financeiro manteve em 3,10% sua previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
A previsão dos analistas para a taxa Selic, ao fim de 2020, ficou estável em 2,25% ao ano.
Atenção ainda para o cenário para commodities. O minério de ferro passa dos US$ 100 no mercado de Cingapura e na China. A razão para isso é o choque de oferta causado pela Vale, que precisou suspender a operação no complexo de Itabira.
O petróleo terminou em queda após boa parte da sessão em alta depois dos maiores produtores da commodity concordarem em estender os cortes de produção. A Petrobras anunciou um aumento de 10% no preço da gasolina nas refinarias a partir de terça-feira.
O ministro de Energia da Arábia Saudita, Abdelaziz bin Salman, afirmou que é fundamental manter o pacto atual de redução e que a perspectiva para o futuro é otimista, mas o mundo enfrenta “tempos desafiadores” em razão da pandemia do novo coronavírus.
O mercado também ficou de olho nos dados da balança comercial da China. As exportações da China em maio caíram 3,3% sobre um ano antes, depois de uma alta surpreendente de 3,5% em abril, segundo dados divulgados ontem. Enquanto isso, uma queda mais acentuada que a esperada nas importações, de 16,7%, sinalizou pressão crescente sobre fábricas do país.
As leituras de comércio da segunda maior economia do mundo colocam pressão sobre autoridades do país para adotarem mais medidas de estímulo para um setor que é crítico para a renda de mais de 180 milhões de pessoas. O comércio externo representa cerca de um terço da economia da China.
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