Ibovespa sobe 1% após Datafolha
Em alta durante toda a sessão, que teve como pano de fundo o cenário eleitoral e vencimento de opções sobre ações, o índice ganhou força à tarde e fechou próximo de sua máxima, com alta de 1,05%, terceira alta consecutiva e maior patamar em três semanas; parte do motivo é a pesquisa que apontou empate entre Dilma e Marina em um eventual segundo turno
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Por Rodrigo Tolotti Umpieres
SÃO PAULO - Em alta durante toda a sessão, que tem como pano de fundo o cenário eleitoral e vencimento de opções sobre ações, o Ibovespa ganhou forças durante a tarde e fechou próximo de sua máxima, com alta de 1,05%, a 57.560 pontos, chegando assim à sua terceira alta consecutiva. Depois de cambalear no campo negativo, as ações da Petrobras (PETR3, R$ 19,08, +1,27%; PETR4, R$ 20,40, +1,69%) se mantiveram na ponta positiva durante a tarde, puxadas pelo "efeito Marina", assim como ocorreu na última sexta-feira.
O mercado aproveitou a sessão para digerir os dados da pesquisa eleitoral do Datafolha - a primeira com Marina (PSB) substituindo Eduardo Campos. A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira, mostrou Dilma Rousseff (PT) com 36% das intenções de voto para presidente, seguida de Marina (PSB), com 21%, e Aécio Neves (PSDB), com 20%.
Na simulação de um segundo turno, Marina, que deve ser apresentada oficialmente como presidenciável do PSB na quarta-feira, está numericamente à frente da presidente, com 47% de apoio, ante 43% de Dilma. Ainda que a diferença seja de quatro pontos porcentuais, as duas estão tecnicamente empatadas nos limites máximos da margem de erro de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo.
Para o mercado, o importante é Dilma Rousseff não ganhar - tanto faz se é Aécio ou Marina -, disse Frederico Mesnik, sócio-gestor da Humaitá Investimentos, em entrevista exclusiva ao InfoMoney. Segundo ele, a principal questão é se Marina vai seguir as mesmas diretrizes econômicas do que Campos, mas ao que tudo indica, sim.
Frigoríficos em destaque
Entre as ações ficaram como destaque as ações da JBS (JBSS3), que fechou como a maior alta do índice após ter seus papéis elevados para "compra" pelo Deutsche Bank. Já na ponta negativa, figuraram os papéis da Marfrig (MRFG3), que lideraram as perdas em uma possível reação de migração dos investidores dos papéis da companhia para os papéis da JBS, após a recomendação do banco alemão. Segundo operadores de mercado, a alta dos papéis nesta sessão está associada à elevação da recomendação pelo Deutsche Bank dos papéis da companhia, que passou de manutenção para compra.
Além delas, a TIM (TIMP3) também chamou atenção. A Telecom Italia está preparando uma oferta de até 7 bilhões de euros (9,4 bilhões de dólares), para ultrapassar a proposta da espanhola Telefónica, na corrida para adquirir a GVT, unidade brasileira da Vivendi, de acordo com uma reportagem da Bloomberg neste domingo. A reportagem, citando pessoas anônimas com conhecimento do plano, disse que a Vivendi teria 20% da Telecom Italia e uma participação na unidade que combinaria as duas filiais brasileiras.
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