Ibovespa reduz alta após novo rebaixamento
Depois de avançar mais de 3% na máxima do dia, o Ibovespa perdeu força após a notícia de que o Brasil foi rebaixado pela agência de classificação de risco Standard&Poor's de BB+ para BB, mantendo a perspectiva negativa; desde às 15h50 (horário de Brasília), o benchmark caiu 1000 pontos. Às 16h37, oIbovespa subia 1,36% a 41.505 pontos; o dólar, ao mesmo, recuperava força saía de uma queda de mais de 2% para uma menor, de 1,8%, voltando a R$ 4,012
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Ricardo Bomfim , do Infomoney - O Ibovespa perde força e passa a subir perto de 1% após chegar a avançar mais de 3% na máxima do dia. Pressionando o índice está a notícia de que o Brasil foi rebaixado pela agência de classificação de risco Standard&Poor's de BB+ para BB, mantendo a perspectiva negativa.
Com isso, a nota de crédito do País fica mais um grau abaixo do investment grade. Desde às 15h50 (horário de Brasília), o benchmark caiu 1000 pontos. Às 16h37, oIbovespa subia 1,36% a 41.505 pontos.
O dólar, ao mesmo, recuperava força saía de uma queda de mais de 2% para uma menor, de 1,8%, voltando a R$ 4,012.
Leia reportagem anterior, do Infomoney, sobre o assunto:
O Ibovespa acelera fortemente os ganhos nesta quarta-feira (17) graças a declaração do ministro do Petróleo do Irã, que disse que vai apoiar ações que permitam uma recuperação dos preços da commodity. Após as declarações, o barril do WTI (West Texas Intermediate) passou a disparar nada menos do que 6,5%, puxando praticamente todas as bolsas mundiais para suas máximas intradiárias. O mercado também espera pela ata do Fomc (Federal Open Market Committee) na qual o Federal Reserve explicará por que não elevou os juros na última reunião. Já no cenário doméstico, deputados do PMDB escolhem o novo líder do partido.
Às 15h30, o benchmark da Bolsa brasileira subia 3,36%, a 42.322 pontos. Já o dólar comercial cai 2,12% a R$ 3,9843 na venda, enquanto o dólar futuro para março tem queda de 2,42% a R$ 3,991. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2017 cai 1 pontos-base a 14,23%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 recua 24 pontos-base a 15,74%.
Ainda no noticiário político, a presidente Dilma Rousseff deve enviar PEC da Previdência em 60 dias. O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, deve falar sobre propostas de reforma da Previdência.
Petróleo
O ministro do Petróleo iraniano, Bijan Zanganeh, disse que seu país apoia os esforços dos demais países para estabilizar a cotação da commodity. Nesta semana, os quatro países concordaram com um plano de limitar a produção de petróleo aos níveis de janeiro. No entanto, o Irã não se comprometeu, ainda a limitar sua produção de petróleo para ajudar a conter a queda do preço do barril.
Ações em destaque
Apesar da queda do minério de ferro, as ações da Vale (VALE3, R$ 12,51, +10,81%; VALE5, R$ 8,95, +8,35%) dão continuidade aos ganhos dois últimos dois pregões, seguindo o otimismo das demais mineradoras no exterior. Acompanham o movimento os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 4,22, +5,76%) - holding que detém participação na Vale - e as siderúrgicas Usiminas (USIM5, R$ 1,01, +7,45%), CSN (CSNA3, R$ 4,82, +8,80%), Gerdau (GGBR4, R$ 4,46, +8,78%) e Gerdau Metalúrgica (GOAU4, R$ 1,53, +9,29%).
Também subiam os papéis da Petrobras (PETR3, R$ 6,93, +10,17%; PETR4, R$ 4,78, +7,66%). No noticiário de hoje fica o destaque para a notícia de que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o Banco do Brasil e a Caixa podem trocar a dívida da petroleira por ações para auxiliar a estatal, de acordo com duas fontes familiarizadas com o plano ouvidas pela Reuters. O swap iria oferecer uma tábua de salvação do governo para a companhia. "Idealmente, gostaríamos de converter as dívidas em ações e ter a liberdade para vendê-las mais tarde, quando o seu valor subir", disse um executivo do BNDES, que pediu anonimato.
Um integrante da equipe econômica do governo confirmou que as autoridades estavam considerando essa opção entre outras. Vale destacar que o BTG Pactual foi o primeiro a levantar essa opção em nota distribuída a clientes na véspera.
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