Ibovespa Futuro cai mais de 1% com rebaixamento da Petrobras
Ibovespa Futuro abre em baixa nesta quarta-feira, 25, depois da Moody's anunciar o rebaixamento da nota de crédito da Petrobras de Baa3 para Ba2, tirando da companhia o grau de investimento; às 9h05 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa para abril caía 1,22%, a 52.000 pontos; ao mesmo tempo, o dólar futuro para março subia 0,46%, a R$ 2,846
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SÃO PAULO - O Ibovespa Futuro abre em baixa nesta quarta-feira (25) depois da Moody's anunciar o rebaixamento da nota de crédito da Petrobras de Baa3 para Ba2, tirando da companhia o grau de investimento. A Folha de S. Paulo publicou nota pela manhã dizendo que o governo teme que o rebaixamento afete a nota soberana do Brasil como um todo.
Às 9h05 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa para abril caía 1,22%, a 52.000 pontos. Ao mesmo tempo, o dólar futuro para março subia 0,46%, a R$ 2,846.
As ações de rating refletem uma preocupação crescente com as investigações de corrupção e pressões de liquidez que possam resultar em atrasos na entrega de demonstrações financeiras auditadas, disse a Moody's. A agência também acredita que a Petrobras terá de fazer uma significativa redução em seu alto endividamento nos próximos anos. Os ADRs (American Depositary Recepts) da petroleira negociados no pré-market da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) caíam 6,7%, a US$ 6,40.
Na última sexta-feira, o JP Morgan já havia destacado que a Moody's poderia ser a primeira agência a tirar o grau de investimento da Petrobras. Fitch e Standard & Poor’s colocam a estatal apenas um nível acima do patamar em que ela perderia o grau, sendo que a Fitch já colocou a companhia sob revisão negativa.
Ásia em alta
As bolsas asiáticas tiveram alta nesta quarta-feira (25) repercutindo as declarações da presidente do Federal Reserve - o banco central norte-americano -, Janet Yellen, de que as taxas de juros nos Estados Unidos não seriam elevadas nas próximas reuniões do FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês). Os índices de Hong Kong e Seul subiram depois de sair do feriado do Ano Novo Lunar.
Já o índice Nikkei da Bolsa japonesa teve um leve recuo de 0,1%, a 18.585 pontos depois de uma sequência de cinco altas consecutivas que culminou no fechamento do último pregão em sua máxima em 15 anos. O movimento veio após sinais de flexibilização do Fed para começar a elevar as taxas de juros nos EUA levarem ao enfraquecimento do dólar frente ao iene e, consequentemente, à venda de ações de exportadoras no mercado acionário japonês.
Ainda no radar, a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) sobre a atividade industrial da China mostrou um avanço para a máxima de quatro meses em fevereiro, embora as encomendas para exportação tenham encolhido no ritmo mais rápido em 20 meses.
Além disso, também repercutia a notícia de que a China vai intensificar seu suporte de política fiscal para a economia. O anúncio veio do gabinete do país nesta quarta-feira após uma reunião semanal, conforme estende um desconto referente ao imposto sobre lucro de empresas para mais companhias.
Europa
No velho continente as bolsas caem junto com o petróleo à espera de que os dados de estoques da commodity nos EUA registrem novo avanço. Às 08h28, o barril do WTI (West Texas Intermediate), caía 0,57%, a US$ 49.
Vale lembrar que hoje a presidente do Fed volta a falar no Congresso Norte-Americano às 12h, o que deve trazer volatilidade às ações internacionais.
O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura.
(Com Reuters)
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