Ibovespa fecha em alta e dólar sobe a R$ 5,13
Mercado avança mais uma vez em um rali difícil de ser parado mesmo por tentativas de realização de ganhos
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Infomoney - O Ibovespa fechou em alta pela quinta vez consecutiva nesta quinta-feira (4). Hoje, o desempenho foi puxado pelas ações da Vale (VALE3) e de bancos, que respondem por 28,36% da composição da carteira teórica do índice. Para saber mais sobre os destaques de ações clique aqui.
Com a alta, o benchmark se descolou das bolsas americanas, que registraram leves baixas com uma correção após o índice Nasdaq, de empresas de alta tecnologia, bater hoje sua máxima histórica, apagando todas as perdas do crash do coronavírus.
Mais cedo, as bolsas internacionais já demonstravam força compradora limitada diante do dado de pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos na semana passada. Foram 1,877 milhão de requisições do benefício, pouco acima da expectativa dos economistas compilada no consenso Bloomberg, que era de 1,84 milhão.
Ainda no radar macroeconômico, o Banco Central Europeu (BCE) injetou mais dinheiro do que o esperado na economia, elevando o programa de compras de títulos por causa da emergência pandêmica em 600 bilhões de euros, para 1,35 trilhão de euros.
Economistas ouvidos pela Reuters esperavam uma injeção de até 500 bilhões de euros a mais. O BCE ainda anunciou que estenderá o período de compras de bonds para junho de 2021 com o objetivo de reaquecer a atividade econômica da zona do euro.
No noticiário doméstico, surpreendeu deputados a decisão do presidente Jair Bolsonaro de sancionar lei que extingue o fundo de reservas monetárias (FRM), mas vetar a destinação dos R$ 8,6 bilhões do FRM para medidas de combate ao coronavírus.
O Ibovespa teve alta de 0,89% a 93.828 pontos com volume financeiro negociado de R$ 31,2 bilhões.
Já o dólar futuro para julho opera em alta de 0,86% a R$ 5,115 no after-market. O dólar comercial, por sua vez, registrou alta de 0,89%, a R$ 5,13 na compra e R$ 5,1315 na venda.
Ajudou o dólar a subir na contramão do esperado, visto que a Bolsa caiu, a declaração do diretor do Banco Central, Fabio Kanczuk, de que o patamar de 2,25% da taxa básica de juros Selic não é “algo escrito na pedra” e os juros podem cair abaixo disso dependendo das circunstâncias.
A possibilidade de uma taxa mais baixa faz o câmbio brasileiro se depreciar, pois diminui o diferencial de juros em relação a países desenvolvidos, que possuem ativos mais seguros para investimento que os de países emergentes.
No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 ficou estável a 3,01%, o DI para janeiro de 2023 teve alta de dois pontos-base a 4,05% e o DI para janeiro de 2025 avançou cinco pontos-base a 5,71%.
Após a decisão do BCE, a presidente da instituição, Christine Lagarde, afirmou em coletiva que o conselho foi unânime em decidir que ação deveria ser tomada e que houve “amplo consenso” sobre o aumento de 600 bilhões de euros no programa de compras de títulos.
Lagarde destacou também que a melhora da economia europeia até agora é tépida e as projeções apontam queda sem precedentes do Produto Interno Bruto (PIB), em torno de 8,7%, ante uma retração de apenas 0,8% projetada em março. Para ela, o mercado de trabalho está piorando e a inflação ficará fraca até o fim do ano.
Ainda no radar dos mercados, o presidente americano, Donald Trump, anunciou ontem a proibição de voos com passageiros chineses para os Estados Unidos a partir de 16 de junho.
A decisão tinha como objetivo forçar o governo chinês a retomar os voos das companhias americanas para o país asiático. E deu certo. Nesta quinta-feira, a autoridade de aviação chinesa anunciou que permitirá que companhias aéreas estrangeiras aumentem a frequência de voos para a China a partir de 8 de junho.
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