Ibovespa fecha em alta de 1,9% e dólar cai a R$ 5,03

Mercado se aproxima de zerar perdas no ano em meio a vacina, fluxo de estrangeiros e ambiente mais favorável às commodities

Moedas de 1 real
Moedas de 1 real (Foto: Divulgação)


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Infomoney - O Ibovespa fechou em forte alta nesta quinta-feira (10) e atingiu seu maior patamar de fim de sessão desde o dia 19 de fevereiro, quando encerrou cotado em 116.518 pontos. Faltam apenas 517 pontos para o índice zerar perdas no ano.

A alta no pregão de hoje foi puxada principalmente pelas ações de empresas ligadas a commodities e pelos bancos.

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Os drivers que desencadearam esse avanço foram o movimento do petróleo no mercado internacional e o aumento nos estímulos anunciado pelo Banco Central Europeu (BCE), que trazem mais liquidez e, consequentemente, significam maior fluxo de capital para ativos de países emergentes em um contexto de menor aversão a risco e juros em zero ou negativos nos países desenvolvidos.

Hoje, o barril do Brent superou US$ 50 pela primeira vez desde março devido às expectativas de que a demanda por petróleo aumente por conta da distribuição de vacinas contra o coronavírus. O barril do Brent – usado como referência pela Petrobras – subiu 3,11% a US$ 50,38 e o barril do WTI teve alta de 2,99% a US$ 46,88. As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) dispararam mais de 3%.

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Contribuiu para o otimismo dos investidores brasileiros a notícia de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu conceder autorização temporária de uso emergencial de vacinas contra a Covid-19.

No radar político, o relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial será apresentado amanhã e pode ser votado na semana que vem segundo o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE).

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No radar macroeconômico, os EUA divulgaram hoje que o total de pedidos por seguro-desemprego no país atingiu 853 mil na semana passada contra expectativa de que fossem solicitados 730 mil auxílios.

Foi mais um dado negativo sobre o mercado de trabalho na maior economia do mundo. Na semana passada, o Relatório de Emprego revelou a criação de 245 mil vagas em novembro, bem menos que as 475 mil esperadas para o período, em meio às discussões, ainda envoltas por impasses, sobre um pacote de estímulos no país.

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Por aqui, ocorre a repercussão da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na véspera. O Copom manteve a taxa básica de juros, Selic, em 2% ao ano como era esperado, mas surpreendeu ao mudar o discurso para o futuro, removendo a sinalização a juros estáveis por tempo prolongado. A mensagem mais hawkish – favorável a apertar a política monetária – fez os contratos de DI com vencimento mais curto subirem.

Enquanto isso, o teor do comunicado fez com que o dólar registrasse forte queda, no menor patamar desde junho e perto dos R$ 5: o patamar extremamente baixo da taxa foi um dos motivos para o salto do dólar frente ao real no ano, já que a redução do diferencial de juros entre o Brasil e outros países diminuiu a atratividade de rendimentos locais atrelados à Selic, diminuindo o fluxo estrangeiro para a renda fixa.

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Entre os indicadores, as vendas no varejo brasileiro cresceram 0,9% em outubro na comparação com setembro, mostrou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o patamar do varejo bateu recorde pela terceira vez seguida, ficando também 8,0% superior a fevereiro, nível pré-pandemia.

A expectativa, segundo o consenso Bloomberg, era de que as vendas no varejo tivessem subido 0,1% na base de comparação mês a mês após alta anterior de 0,6% e 7% no comparativo anual, após alta de 7,3% na medição anterior.

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Em meio a esse cenário, o Ibovespa teve alta de 1,88%, aos 115.128 pontos com volume financeiro negociado de R$ 37,9 bilhões.

Enquanto isso, o dólar comercial caiu 2,6% a R$ 5,0369 na compra e a R$ 5,0379 na venda. O dólar futuro com vencimento em janeiro de 2021 registrava queda de 2,63%, a R$ 5,035 no after-market.

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No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 subiu seis pontos-base a 3,06%, o DI para janeiro de 2023 teve alta de seis pontos-base a 4,44%, o DI para janeiro de 2025 registrou perdas de seis pontos-base a 5,99% e o DI para janeiro de 2027 apresentou variação negativa de 12 pontos-base a 6,79%.

Os juros mais longos chegaram a reduzir perdas depois de atuação do Tesouro Nacional, mas logo retomaram as quedas, fechando em baixa. O Tesouro vendeu integralmente lotes de 45 milhões de LTN e de 2,5 milhões de NTN-F. O Tesouro ainda conseguiu colocar parcialmente a oferta de LFT. Ao todo, o leilão somou R$ 56,94 bilhões.

Voltando ao noticiário internacional, os investidores continuaram à espera de um acordo comercial entre Reino Unido e União Europeia pós-Brexit ao mesmo tempo em que refletem sobre a decisão do Banco Central Europeu (BCE) anunciada nesta manhã.

A autoridade monetária europeia expandiu seu programa de compras de títulos em 500 bilhões de euros a 1,85 trilhão de euros por mês e prorrogou seu estímulo em 9 meses, até março de 2022.

O aumento no programa era esperado desde a reunião de outubro, quando o BCE comunicou que iria “recalibrar seus instrumentos” para fazer frente à segunda onda do coronavírus. O BCE manteve sua taxa de refinanciamento em 0%, a taxa de empréstimos marginais em 0,25% e a taxa de depósitos em -0,5% ao ano.

Já no Reino Unido, quarta à noite (9), o ministro britânico, Boris Johnson, e a presidente da Comissão Europeia Reguladores de União Europeia, Ursula von der Leyen se reuniram para discutir os termos do novo acordo comercial pós-Brexit. Ainda persiste um impasse sobre assuntos-chave, incluindo direitos a pesca e regras de competição.

Uma fonte do alto escalão do governo britânico cujo nome não foi revelado teria afirmado à agência internacional de notícias Reuters que ainda há “grandes lacunas”, enquanto Von der Leyen descreveu os dois lados da negociação como “muito distantes entre si”. A líder europeia e Boris Johnson concordaram, no entanto, em chegar a um acordo até o domingo (13).

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