Ibovespa fecha com maior alta do ano
Índice da Bovespa conseguiu registrar a maior alta do ano, avançando 2,34% a 38.376 pontos nesta quarta-feira, 27; benchmark não tinha uma alta tão expressiva desde de dezembro do ano passado; já o dólar comercial fechou em alta de 0,39% a R$ 4,0859 na venda, enquanto o dólar futuro para fevereiro avançou 0,70% a R$ 4,086
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Ricardo Bomfim, do Infomoney - O Ibovespa chegou a bater sua máxima do dia nesta quarta-feira (27) após o Fomc (Federal Open Market Committee) sinalizar um aumento de juros mais gradual com um comunicado "dovish". Apesar de amenizar o movimento na última hora de pregão, o índice conseguiu registrar a maior alta do ano, avançando 2,34% a 38.376 pontos. O benchmark não tinha uma alta tão expressiva desde de dezembro do ano passado, quando subiu 3,29% no dia 3. O volume financeiro ficou em R$ 6,230 bilhões.
Já o dólar comercial fechou em alta de 0,39% a R$ 4,0859 na venda, enquanto o dólar futuro para fevereiro avançou 0,70% a R$ 4,086. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2017 caiu 2 pontos-base a 14,69%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 teve alta de 4 pontos-base a 16,41%.
Mais cedo, o Ibovespa já tinha forte alta com notícias de que a Rússia está negociando um acordo com a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para reduzir a produção do combustível. Lá fora, as bolsas dos Estados Unidos despencaram após o anúncio do Fed, operando neste momento em queda de 1%.
Segundo o estrategista-chefe da XP Investimentos, Celson Plácido, a virada do petróleo foi o que motivou toda a alta da Bolsa, que foi potencializada pelo fato das ações já terem caído muito.
Fomc
O Federal Reserve deu sinais de que pode manter os juros inalterados por um tempo maior agora diante das dificuldades econômicas dos Estados Unidos. Na reunião encerrada nesta quarta-feira, a autoridade manteve as taxas inalteradas, após elevar os juros no fim do ano passado.
O comunicado do Fed afirma que "o crescimento econômico desacelerou" desde a sua última reunião em dezembro e que é pouco provável que a inflação suba rapidamente em direção a sua meta de 2%, indicando um tom mais "dovish", que sugere que o banco não vai ser rápido para elevar os juros novamente.
O banco central também citou a turbulência do mercado de ações nos EUA e na China, dizendo que "está monitorando de perto os desenvolvimentos econômicos e financeiros globais". No entanto, apesar de perspectivas de curto prazo mais moderadas, o Fed disse que espera que a economia continue a crescer "a um ritmo moderado", ajudado por um fortalecimento do mercado de trabalho. A votação foi de 10 a 0 pela manutenção.
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