Ibovespa afunda 2,6%; nos EUA, Dow Jones fecha com baixa de 4,6%

Amargando o segundo pregão em queda e fechando na mínima do dia, o Ibovespa recuou 2,59% aos 81.861 pontos, com volume de R$ 9,6 bilhões, em mais uma sessão de mau humor no mercado internacional com os investidores preocupados com o ritmo de retirada de estímulos por parte do Fed; nos EUA, o índice Dow Jones fechou com baixa de 4,6%

Amargando o segundo pregão em queda e fechando na mínima do dia, o Ibovespa recuou 2,59% aos 81.861 pontos, com volume de R$ 9,6 bilhões, em mais uma sessão de mau humor no mercado internacional com os investidores preocupados com o ritmo de retirada de estímulos por parte do Fed; nos EUA, o índice Dow Jones fechou com baixa de 4,6%
Amargando o segundo pregão em queda e fechando na mínima do dia, o Ibovespa recuou 2,59% aos 81.861 pontos, com volume de R$ 9,6 bilhões, em mais uma sessão de mau humor no mercado internacional com os investidores preocupados com o ritmo de retirada de estímulos por parte do Fed; nos EUA, o índice Dow Jones fechou com baixa de 4,6% (Foto: Leonardo Lucena)


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Do Infomoney - Amargando o segundo pregão em queda e fechando na mínima do dia, o Ibovesparecuou 2,59% aos 81.861 pontos, com volume de R$ 9,6 bilhões, em mais uma sessão de mau humor no mercado internacional com os investidores preocupados com o ritmo de retirada de estímulos por parte do Fed, levando os rendimento dos Treasuries para o maior patamar nos últimos 4 anos ao longo do pregão. Por aqui, o ceticismo com a reforma da Previdência voltou a pressionar com dúvidas sobre a capacidade do governo reunir os votos necessários para aprovar o texto ainda este mês na Câmara. Destaque também para o Ibovespa Futuro, que ganhou força na venda no final do dia e recuou 3,1%.

Em meio ao clima de aversão ao risco, o dólar futuro com vencimento em março subiu 1,36% e voltou para R$ 3,271. Para o diretor da mesa de câmbio da Wagner Investimentos, José Faria Júnior, o movimento da moeda norte-americana não passa de um repique, sem alterar a tendência principal de baixa. Neste sentido, as vendas devem começar pesar já que estamos diante uma resistência muito importante de curto prazo.

Lá fora, com a forte queda das bolsas norte-americanas, com Dow Jones recuando 4% neste momento, chegando a cair 6% no seu pior momento, o VIX (Volatility Index), mais conhecido como "índice do medo" e que mede a sensibilidade do mercado através da mensuração do custo de utilizar opções como garantia contra declínios no Standard & Poor's 500 Index, atingiu a faixa de 32 pontos e subia 88%. No mesmo ritmo, os rendimentos dos Treasuries de 10 anos atingiram a faixa de 2,885% pela primeira vez desde janeiro de 2014, alta que retira o apetite dos investidores por ativos de maior risco.

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A queda do mercado norte-americano foi iniciada na última sexta-feira (2), com o resultado acima do esperado do Relatório de Emprego, elevando a probabilidade de que o Fed inciará a retirada de estímulos. Os Estados Unidos abriram 200 mil vagas de emprego em janeiro, acima dos 180 mil novos postos de trabalho projetados pelo mercado, a maior taxa de crescimento desde 2009. A taxa de desemprego ficou em 4,1%, em linha com a expectativa do mercado, enquanto os ganhos médios por hora subiram para 0,3% na passagem mensal, enquanto os analistas aguardavam avanço de 0,2%, o que representa uma maior pressão de custo para as empresas e aumenta a expectativa de inflação.

Alheio ao estresse do mercado, os contratos de juros futuros com vencimento em janeiro de 2019 recuaram 1 ponto-base, a 6,82%, ao passo que os DIs com vencimento em janeiro de 2021 fecharam estáveis, aos 8,94%. Os investidores aguardam nesta semana pela primeira reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) no ano, quando poderá ser decretado o fim do ciclo de afrouxamento monetário. Um novo corte de 25 pontos-base na taxa básica de juros, para 6,75%, é altamente aguardada pelo mercado. Contudo, ainda há dúvidas se o Banco Central poderá promover um novo corte na taxa em março.

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Novo presidente do Fed

O "dovish" Jerome Powell oficialmente assumiu como novo comandante do Federal Reserve nesta segunda-feira, sucedendo Janet Yellen. Em sua declaração, o executivo chamou atenção para a boa performance da economia norte-americana em tempos recentes, sobretudo de indicadores como a inflação e o desemprego. "Através das nossas decisões de política monetária, iremos apoiar o contínuo crescimento econômico, um mercado de trabalho saudável e a estabilidade nos preços", afirmou.

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Para finalizar, Powell disse ainda que o setor financeiro está "muito mais forte" do que esteve durante a crise financeira: "meus colegas e eu vamos permanecer vigilantes e estamos preparados para responder riscos em evolução", disse.

Retomada do Congresso
O Congresso Nacional retoma as atividades nesta segunda, com a votação da reforma da Previdência no centro dos debates. Ainda sem consenso entre os parlamentares, a Proposta de Emenda à Constituição 287/2016 é tratada como tema prioritário do ano pelo presidente da República, Michel Temer que, em entrevista na noite de sexta-feira à Rede TV!, negou que tenha "jogado a toalha" sobre a reforma após rumores e indicações do próprio presidente de que ele teria desistido.

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Na Câmara dos Deputados, a matéria está prevista para ser lida em plenário ainda nesta segunda-feira. Apesar dos esforços do Planalto, a votação marcada para o dia 19 deste mês, pode não acontecer nessa data. A pauta de apreciações do plenário é atribuição do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tem afirmado que somente colocará o tema em pauta quando tiver garantia dos votos necessários para aprovação, cenário que parece estar longe de ser concluído.

Segundo o ministro Carlos Marun ainda faltam entre 40 e 50 votos para alcançar os 308 votos favoráveis necessários, em dois turnos, para aprovação da proposta na Câmara. Contudo, segundo planilha de cruzamento de votos obtida pelo Estadão, o governo só tem 237 votos favoráveis.

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Para completar, de acordo com a Folha de S. Paulo, sem os votos necessários, Maia pretende engavetar o projeto e transferir o ônus da derrota para o Palácio do Planalto. Seu plano é dizer que o texto ficará para ser votado em 2019 e sua lógica é a seguinte: quanto mais Temer tentar transferir aos deputados a culpa, mais agressiva deve ser sua fala quando a reforma naufragar por completo, aponta a reportagem.

Agenda da semana

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Na agenda de indicadores, o Brasil ganha destaque com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), na quarta-feira (7), que deve cortar novamente a Selic em 25 pontos-base, que passaria para 6,75%, renovando sua mínima histórica. A questão agora ficará com o comunicado, em que o Banco Central poderá indicar se este é o fim do ciclo de alívio monetário.

No dia seguinte é a vez do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apresentar o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de janeiro. Segundo analistas compilados pela Bloomberg, a expectativa é que o dado mensal fique em 0,42%, com o acumulado de doze meses passando para 2,99%. Para a GO Associados, o dado de janeiro deve mostrar pressão principalmente dos grupos alimentação e transportes, enquanto o grupo habitação deve dar a principal contribuição baixista para o indicador.

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Nos Estados Unidos, além da posse de Jerome Powell no Federal Reserve, os investidores devem acompanhar com atenção os discursos de dirigentes da autoridade monetária do país. Estão programados para a semana pronunciamentos de Bullard, Dudley, Evans e Harker, em um contexto de preocupação dos investidores com a possibilidade de uma aceleração no ritmo de elevação dos juros, tendo em vista os números mais favoráveis recentemente divultados para a economia do país. Também ganha destaque o deadline do Congresso para aprovar um novo teto da dívida pública norte-americana e evitar o shutdown: quinta-feira.

Lula e STF

Também vale ficar de olho no STF. O tão esperado placar no Supremo Tribunal Federal que pode definir o futuro do ex-presidente Lula (condenado em segunda instância no último dia 24) e da Operação Lava Jato poderá ser desvendado já na terça (6), segundo informou a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, no último domingo.

Alexandre de Moraes, novo presidente da primeira turma do STF, colocou na pauta dois casos que tratam diretamente a discussão sobre a prisão após condenação em segunda instância. Ele ainda não se pronunciou sobre o tema na corte e seu voto seria decisivo para mudar o entendimento atual – em 2016, a detenção foi autorizada por um placar de seis a cinco.

Vale ressaltar que a  defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu na sexta ao Supremo para evitar a eventual prisão preventiva dele após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça. O caso será relatado pelo ministro Edson Fachin, responsável pelos casos da Lava Jato na corte.

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