IBGE: desemprego cai a 6,5% no 4º trimestre

Taxa nos três meses anteriores foi de 6,8%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua publicada nesta terça-feira pelo IBGE; com isso, o país encerrou 2014 com uma taxa média de desemprego de 6,8%, ante 7,1% em 2013 e 7,4% em 2012; a taxa média do ano também superou o resultado médio apurado pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) -- que deve ser substituída pela Pnad Contínua -- de 4,8%, menor nível histórico

Taxa nos três meses anteriores foi de 6,8%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua publicada nesta terça-feira pelo IBGE; com isso, o país encerrou 2014 com uma taxa média de desemprego de 6,8%, ante 7,1% em 2013 e 7,4% em 2012; a taxa média do ano também superou o resultado médio apurado pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) -- que deve ser substituída pela Pnad Contínua -- de 4,8%, menor nível histórico
Taxa nos três meses anteriores foi de 6,8%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua publicada nesta terça-feira pelo IBGE; com isso, o país encerrou 2014 com uma taxa média de desemprego de 6,8%, ante 7,1% em 2013 e 7,4% em 2012; a taxa média do ano também superou o resultado médio apurado pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) -- que deve ser substituída pela Pnad Contínua -- de 4,8%, menor nível histórico (Foto: Gisele Federicce)


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Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A taxa de desemprego no Brasil caiu a 6,5 por cento no quarto trimestre de 2014 na comparação com o período imediatamente anterior, mas houve perdas pela segunda vez seguida no emprego com carteira assinada no setor privado.

O resultado apurado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou 0,3 ponto percentual abaixo do período entre julho e setembro.

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Entretanto, superou a leitura do quarto trimestre de 2013, quando a taxa de desocupação no país havia alcançado 6,2 por cento.

Com o número do quarto trimestre, a taxa média de desemprego no Brasil do ano passado ficou em 6,8 por cento, contra 7,1 por cento em 2013 e 7,4 por cento em 2012, quando começou a série do IBGE da Pnad Contínua.

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A taxa média do ano também superou o resultado médio apurado pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) --que deve ser substituída pela Pnad Contínua-- de 4,8 por cento, menor nível histórico.

Segundo a Pnad Contínua, o emprego formal no setor privado recuou 0,4 por cento no quarto trimestre sobre os três meses anteriores, quando havia caído na comparação com o período imediatamente anterior pela primeira vez desde o início da série histórica do levantamento, em janeiro de 2012. No quarto trimestre, 147 mil pessoas deixaram de ter carteira assinada, apontou o IBGE.

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"A qualidade do emprego é medida por rendimento e pela quantidade de empregados com carteira de trabalho, o que garante uma série de direitos. Quando isso se reduz há uma perda da qualidade", destacou o coordenador da Pnad, Cimar Azeredo.

SAZONALIDADE

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A pesquisa mostrou ainda que o nível de ocupação no país no quarto trimestre foi de 56,9 por cento, contra 56,8 por cento no terceiro trimestre e 57,3 por cento nos últimos três meses de 2013.

Entre outubro e dezembro, a população ocupada atingiu 92,875 milhões de pessoas, uma alta de 0,7 por cento sobre o terceiro trimestre.

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O total era composto por 69,5 por cento de empregados, 4,2 por cento de empregadores, 23,4 por cento de pessoas que trabalham por conta própria e 2,8 por cento de trabalhadores familiares auxiliares.

Também colaborou para o recuo na taxa de desemprego no quarto trimestre a queda de 3,8 por cento no número de desocupados sobre o terceiro trimestre, que agora são 6,452 milhões de pessoas no quarto trimestre de 2014.

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Entretanto, Azeredo alertou que muito desses números podem ser decorrentes dos efeitos da sazonalidade, mais evidente principalmente em dezembro.

"No quarto trimestre houve uma maior ocupação e leva-se em consideração também o efeito da menor procura por conta das festas de fim de ano. Temos que ver se essa geração é de postos temporários. Em maio, quando sair a pesquisa do primeiro trimestre, vamos saber se os temporários foram efetivados", disse ele.

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Pelas regiões, a taxa mais alta de desocupação no quarto trimestre foi vista no Nordeste, com 8,3 por cento. Já a menor foi registrada no Sul, com 3,8 por cento.

O mercado de trabalho vem dando sinais recorrentes de esgotamento diante da economia frágil, da inflação alta e dos juros elevados, com redução da criação de vagas.

Buscando reconquistar a confiança de investidores e reverter o quadro econômico, a nova equipe econômica já anunciou uma série de medidas fiscais para colocar em ordem as contas públicas. Mas a visão predominante é de que uma piora no desemprego em 2015 seja invevitável.

A Pnad Contínua tem divulgação trimestral e maior abrangência nacional que a PME, que leva em consideração dados apurados apenas em seis regiões metropolitanas do país.

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