Guedes tenta justificar maior queda do PIB na história: é 'som distante' e o País está se recuperando em 'V'
Na tentativa de justificar o fracasso da economia, o ministro Paulo Guedes afirmou que a queda de 9,7% no PIB do segundo trimestre deste ano, divulgada pelo IBGE, é um "som distante" da crise causada pela Covid-19. "A economia já começa a retomada em V, mas o registro do segundo trimestre ainda é uma queda de 10%, que aliás é o que todo mundo previa", disse
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247 - Mesmo com um País em recessão e sem dar sinais de melhora nos indicadores socioeconômicos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a queda de 9,7% no PIB do segundo trimestre deste ano, divulgada pelo IBGE, é um "som distante" da crise causada pelo coronavírus. De acordo com o titular da pasta, a atividade está se recuperando e o Brasil vai crescer em "V". Ou seja, para o ministro, após uma forte queda na economia, haveria uma retomada semelhante, na mesma velocidade. O declínio de quase 10% foi o maior da série histórica desde 1996.
"A economia já começa a retomada em V, mas o registro do segundo trimestre ainda é uma queda de 10%, que aliás é o que todo mundo previa. Esse foi o impacto inicial, uma queda da aparentemente 10%, mas na verdade é um som distante, é o som do impacto da pandemia lá atrás e é onde o Brasil ficaria caso não tivéssemos feito todas as medidas que fizemos", disse Guedes, durante audiência na comissão do Congresso que acompanha as medidas tomadas contra o coronavírus.
O ministro citou medidas como o auxílio emergencial e o socorro a estados e a municípios, para justificar a retomada em V. "Esse foi o impacto inicial. Mas na verdade isso é um som distante. O som daquele impacto da pandemia lá atrás que é onde o Brasil ficaria. O que acontece é que nós, com essas medidas, conseguindo criar uma volta em V. A economia está voltando em V", complementou.
O governo prevê repasses de R$ 60 bilhões aos governos locais e autorizou a suspensão de dívidas com a União e bancos públicos.
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