Guedes repete discurso de Bolsonaro para demonstrar sintonia
Durante a posse dos novos presidentes de bancos públicos, nesta segunda-feira (7), o ministro Paulo Guedes endossou o coro de ataque aos bancos públicos feito por Jair Bolsonaro e disse que os escolhidos para os cargos vão acabar com o que chamou de "falcatruas" nas instituições controladas pelo governo; Guedes tenta demonstrar sintonia com o presidente, após uma semana de contradições e desmentidos
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247 - Antes de iniciar suas atividades, o ministro da Economia, Paulo Guedes, leu a página de Jair Bolsonaro no Twitter para tentar afinar o discurso com o seu presidente. A tentativa de demonstrar sintonia acontece após uma semana de contradições, em que o ministro desmentia Bolsonaro que desmentia Guedes.
Durante a posse dos novos presidentes de bancos públicos, nesta segunda-feira (7), Guedes endossou o coro de ataque aos bancos públicos e sem citar um caso concreto, disse que os escolhidos para os cargos vão acabar com o que chamou de "falcatruas" nas instituições controladas pelo governo.
Adotando a cartilha de Bolsonaro, Guedes utilizou chavões e muitos adjetivos para acusar os bancos públicos de fraudes. "A população brasileira cansou de assistir a esse desvirtuamento e, nesse caso, usando a máquina de crédito do Estado. Os bancos públicos se perderam em grandes problemas com piratas privados, burocratas corruptos e criaturas do pântano político que se associaram contra o povo brasileiro", disse o ministro.
Como fez Bolsonaro no Twitter pela manhã, Guedes disse que os novos presidentes foram colocados no cargo abrir as "caixas-pretas" dos bancos. "O BB recebeu aumento de capital lá atrás, e a Caixa foi vítima de saques e fraudes. Vamos abrir essas caixas-pretas", declarou.
Guedes culpou a concessão de créditos para as empresas como causa dos juros altos. "Quando o crédito é estatizado sobre menos para o resto do Brasil. Aí os juros são absurdos. E, às vezes, para fazer a generosidade correta, financiam isso com endividamento em bola de neve", disse.
O novo presidente do BNDES, Joaquim Levy, disse que seu papel no banco será "combater o patrimonialismo", que considera "trava ao crescimento do país".
Já o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou que pretende liquidar as dívidas sem prazo por meio da venda de participações em empresas de cartões, seguros e loterias.
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