Guedes propõe criação de 'imposto do pecado'

Apesar de ter falado em "imposto do pecado", o ministro afirmou que não fazia juízo moral. Guedes não mencionou de quanto será a alíquota do novo imposto

Ministro de Estado da Economia, Paulo Guedes.
Ministro de Estado da Economia, Paulo Guedes. (Foto: Marcos Corrêa/PR)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Sputnik - O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira (23) que pediu à sua equipe para estudar a criação do "imposto do pecado", que taxaria cigarros, bebidas e produtos com açúcar. 

"Eu pedi para simular tudo. Bens que fazem mal para a saúde. Caso [as pessoas] queiram fumar, têm hospital lá na frente", disse o ministro para jornalistas em Davos, segundo publicado pelo jornal O Globo. 

continua após o anúncio

Guedes teve hoje seu último dia de compromissos na cidade suíça, onde representou o governo brasileiro no Fórum Econômico Mundial. 

'Não é nada de costumes, Deus me livre'

Apesar de ter falado em "imposto do pecado", o ministro afirmou que não fazia juízo moral, já que o termo era técnico, pois deriva da expressão em inglês "sin tax", que pode ser traduzida por "imposto do pecado". 

continua após o anúncio

“Não é nada de costumes, Deus me livre", disse. 

Guedes não mencionou de quanto sera a alíquota do novo imposto. 

continua após o anúncio

Em relação à reforma tributária, afirmou que a proposta do governo está quase pronta e deverá ser enviada ao Congresso em fevereiro.

"A gente volta para o Brasil e já começa a bater o martelo", disse. 

continua após o anúncio

Segundo o ministro, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, prometeram criar uma comissão mista no Congresso para acelerar a tramitação da reforma, que para Guedes será aprovada ainda em 2020. 

Ministro já havia defendido imposto

Em novembro do ano passado, em palestra no Tribunal de Contas da União, o ministro já havia defendido o "imposto do pecado" para desestimular o "vício". 

continua após o anúncio

"O cara fuma muito? Bebe muito? Então, taca imposto nele. Por que, se fuma muito, vai ter problema de pulmão lá na frente, vai ocupar hospital público, então põe logo um imposto nele. Mas vício tem que ser caro, para ver se desincentiva", afirmou na ocasião.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247