Guedes e Coaf fazem molecagem no caso Glenn, diz Fernando Brito

É provável que uma medida judicial seja proposta contra Guedes no Supremo, porque o art. 5° (inciso XXXIV, alínea b) da Constituição assegura o direito a qualquer pessoa de ser informada do que há sobre elas em repartições públicas, “para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal”, diz o editor do Tijolaço

Ministro Paulo Guedes participa de sessão no Congresso
Ministro Paulo Guedes participa de sessão no Congresso (Foto: REUTERS/Adriano Machado)


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Por Fernando Brito, editor do Tijolaço – A notícia de que Paulo Guedes e o Coaf deram uma de “Rolando Lero” e responderam à intimação do Tribunal de Contas sem confirmar ou negar que se esteja sendo feita uma investigação sobre as movimentações bancárias do jornalista Gleen Grenwald, do The Intercept, não merece outro nome senão o de molecagem.

Ambos são autoridades públicas, com dever de lealdade e obrigação de informar corretamente ao pedido, feito por iniciativa do Ministério Público junto ao TCU.

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Estão se conduzindo, porém, como quem quer deixar uma suposta investigação no ar para intimidar o jornalista que está revelando os podres do ex-chefe do Coaf, Sérgio Moro.

É provável que uma medida judicial seja proposta contra Guedes no Supremo, porque o art. 5° (inciso XXXIV, alínea b) da Constituição assegura o direito a qualquer pessoa de ser informada do que há sobre elas em repartições públicas, “para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal”.

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Essa suposição está sendo usada pelas matilhas bolsonaristas para ameaçar e tentar desmoralizar os jornalistas, transformando o Estado em suposto promotor de uma caçada a Greenwald.

E torna, portanto, Paulo Guedes cúmplice, na prática, desta turma de bandidos.

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