Guedes diz que não quis atacar o Senado ao falar em "crime" sobre derrubada de veto: 'me senti abandonado e isolado'
“O que os senhores ouviram foi o lamento de uma pessoa, a decepção de uma pessoa depois de acordos públicos entre o Senado, a Câmara e a Presidência. Eu me senti absolutamente abandonado e isolado”, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta terça-feira (1)
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247 - O ministro da Economia se justificou, nesta terça-feira (1), por ter afirmado que a derrubada do veto de Jair Bolsonaro ao reajuste salarial dos servidores públicos pelo Senado era “um crime contra o país”. Segundo ele, a declaração foi “um lamento” pelo fato de ter se sentido “absolutamente abandonado e isolado”.
“O que os senhores ouviram foi o lamento de uma pessoa, a decepção de uma pessoa depois de acordos públicos entre o Senado, a Câmara e a Presidência. Eu me senti absolutamente abandonado e isolado”, disse Guedes durante audiência no Congresso Nacional.
“Eu imagino que o formulador de política do Executivo possa se referir a votos. Olha, esse voto foi muito bom. Esse voto aqui é um crime contra finanças públicas. É uma avaliação contra o voto. É um direito democrático de quem formula medidas “ disse em seguida.
“Peço a compreensão de todos os senadores, inclusive amigos meus que votaram contra e depois exigiram que eu vá ao Senado me desculpar. Não tenho problema nenhum em ir ao Senado, mas não vejo no que eu tenha ofendido aos senadores ou ao Senado em si”, ressaltou.
A declaração de Guedes foi feita há duas semanas, quando o Senado derrubou o veto que impedia o congelamento de salários no funcionalismo, incluído no pacote de ajuda aos estado. A decisão, porém, acabou revertida pouco depois pela Câmara dos Deputados. Apesar do recuo desta terça, os senadores avaliam manter o convite para que Guedes vá ao Senado para explicar o teor da afirmação.
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