Guedes diz que ganhou tempo para reformular Renda Brasil e que programa irá buscar recursos no "andar de cima"

Ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a extensão do auxílio emergencial dará mais tempo para que o Renda Brasil seja analisado. Segundo ele, o programa, uma reformulação do Bolsa Família, deverá "pegar também dinheiro do andar de cima, vamos pegar do andar do lado”

(Brasília - DF, 19/08/2020) Solenidade de Sanção de Medidas Provisórias de Facilitação de acesso ao Crédito.
(Brasília - DF, 19/08/2020) Solenidade de Sanção de Medidas Provisórias de Facilitação de acesso ao Crédito. (Foto: Alan Santos/PR)


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Marcela Ayres, Reuters - O Renda Brasil, que está sendo gestado para reunir programas sociais numa só iniciativa, será estudado por mais tempo e deverá mirar o andar de cima para reforçar o andar de baixo, afirmou o ministro da Economia, Paulo Guedes, mencionando orientação dada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Em audiência pública no Congresso nesta terça-feira, Guedes afirmou que a extensão do auxílio emergencial dará mais tempo para que o Renda Brasil seja analisado.

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“O presidente falou: melhor estudar isso um pouco mais, eu estou sentindo que eu estou pegando dinheiro do abono salarial, que é de faixa de um a dois salários mínimos, e transferindo isso para os mais pobres ainda”, afirmou ele.

Guedes disse ter pontuado a Bolsonaro que a ideia com a focalização do abono era consolidar todos os programas.

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“Mas nós vamos pegar também dinheiro do andar de cima, vamos pegar do andar do lado”, completou. “Então deixa um pouco para frente, trabalhem isso um pouco mais e a gente conversa de novo ali na frente —foi a opção do presidente.”

Guedes também defendeu a regra do teto de gastos como a única âncora fiscal que sobrou num país que tem todas as despesas obrigatórias indexadas e vinculadas. Na visão do ministro, quando uma emenda constitucional promover essa desvinculação —o que o governo propôs na PEC do Pacto Federativo— o teto dentro de alguns anos se tornará supérfluo, com os políticos retomando o controle sobre o orçamento.

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“Criação do teto de gastos foi justamente um grito desesperado. Como os gastos cresciam sem parar, alguém chegou um dia e falou bota um teto. Só que um teto sem paredes cai, as paredes são as reformas para sustentar aquele teto, é o nosso esforço”, destacou.

Guedes afirmou que o agravante é que, além da compressão pelo teto, o governo também vive um aumento do piso, já que as despesas obrigatórias crescem por determinações constitucionais.

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“Ou vai quebrar o teto em algum momento ou nós vamos travar esse piso. A PEC do Pacto Federativo é essa trava no piso”, disse.

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