Grevistas da Petrobras e da Dataprev se unem contra demissões

Servidores da empresa de tecnologia reivindicam que a empresa reveja as demissões anunciadas e utilize os empregados na força-tarefa para desafogar a lista do INSS

Servidores da Petrobras e da Dataprev se unem contra demissões
Servidores da Petrobras e da Dataprev se unem contra demissões (Foto: Divulgação)


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247 - Movimentos sociais e de greve começam a se unificar contra o autoritarismo e o desmonte do governo de Jair Bolsonaro e sua equipe econômica, comandada pelo ministro Paulo Guedes. Nesta terça-feira 4, petroleiros e servidores da Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social) se juntaram em frente ao prédio da estatal da tecnologia, na rua Álvaro Rodrigues, em Botafogo, no Rio de Janeiro. 

Os funcionários da Dataprev estão em greve há uma semana, lutando contra o fechamento de 20 escritórios, que provocará a demissão de 493 funcionários em todo o País - de um total de mais de três mil que trabalham para a empresa. A paralisação brigou a estatal a suspender o programa de demissões iniciado neste mês. A intenção da diretoria é reduzir a força de trabalho da Dataprev em 15%.

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Em um cenário de 'apagão' no INSS, esses servidores têm o perfil ideal para contribuir no trabalho de desafogamento da fila de pedidos de benefícios sociais e previdenciários que estão represados em 2,3 milhões.

Hoje, os petroleiros, em um ônibus, saíram de frente da Petrobras e foram para a frente da Dataprev, onde uma assembleia realizada nesta terça decidiu manter a paralisação - nova assembleia acontecerá às 11h desta quarta-feira 5. Acontece ainda por esses dias a greve dos servidores da Casa Moeda, estatal que também entrou na lista de privatizações do governo.

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As paralisações lutam para que a empresa reveja as demissões que estão sendo anunciadas e utilize os empregados que podem ser dispensados no processo de agilização das aposentadorias represadas.

A empresa estatal processa dados de políticas sociais do governo, como benefícios previdenciários e liberação do seguro desemprego. Por se tratar de serviços essenciais, eles devem continuar a ser feitos, independentemente de uma paralisação.Trata-se de uma das principais empresas de tecnologia da informação do Brasil. Assim como o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), a maior companhia de TI do país, está prevista para ser privatizada em junho do ano que vem.

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A diretoria da Dataprev planeja encerrar os trabalhos em 20 unidades até fevereiro. São elas: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Bahia, Pará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Piauí, Roraima, Rio Grande do Sul, Rondônia e Tocantins.


Com informações do Mundo Sindical

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