Greve dos petroleiros afeta 21 plataformas e paralisa 3 unidades da Petrobras
Petroleiros de 21 plataformas da Petrobras na Bacia de Campos — responsável por cerca de metade da produção de petróleo do Brasil — aderiram a uma greve de 72 horas que atinge também refinarias e terminais desde o início do dia; um total de seis plataformas de produção em Campos estão "totalmente paralisadas", sendo que três já estavam em manutenção e as demais pararam em função da greve; segundo a FUP, dez refinarias estão sem troca de turno
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Reuters - Petroleiros de 21 plataformas da Petrobras na Bacia de Campos —responsável por cerca de metade da produção de petróleo do Brasil— aderiram a uma greve de 72 horas que atinge também refinarias e terminais desde o início do dia, informaram sindicatos.
Um total de seis plataformas de produção em Campos estão "totalmente paralisadas", sendo que três já estavam em manutenção e as demais pararam em função da greve, afirmou à Reuters o coordenador de Comunicação do Sindipetro-Norte Fluminense, Francisco Oliveira.
A Petrobras não comentou imediatamente a informação.
Mais cedo, a companhia havia afirmado em nota que haviam sido registradas paralisações pontuais em algumas unidades operacionais e que não havia impacto na produção, sem entrar em detalhes.
O sindicalista explicou que, ao aderir a greve, os funcionários entregam a operação das unidades a equipes de contingência. Segundo Oliveira, a paralisação das três plataformas ocorreu por questões de segurança.
"A gente tem uma responsabilidade muito grande em um movimento como esse, de entregar (a operação) à Petrobras, mas entregar com segurança", disse Oliveira, que não tinha informações detalhadas sobre quais as unidades estão paradas.
Petroleiros afirmaram que a greve não tem a intenção de trazer riscos para o abastecimento de combustíveis do país e que eles têm a responsabilidade de atender as necessidades básicas da população.
Além disso, as refinarias da empresa estão com tanques cheios, após a paralisação de caminhoneiros nos últimos dias, afirmou o diretor-executivo de Estratégia, Organização e Sistema de Gestão da Petrobras, Nelson Silva, em um evento em São Paulo.
O movimento ocorre apesar de o Tribunal Superior do Trabalho (TST) na véspera ter declarado que a greve dos petroleiros é ilegal. Foi estipulada multa diária de 500 mil reais pelo descumprimento da decisão.
Em nota, sobre a decisão da Justiça, o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, afirmou que "a categoria não se intimidará".
A greve nacional tem como objetivo uma redução dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis. Também é contra a privatização da Petrobras e busca a saída do presidente da petroleira Pedro Parente, segundo sindicatos.
DEMAIS IMPACTOS
A Federação Única dos Petroleiros (FUP), que representa 12 sindicatos de petroleiros, afirmou que, em suas bases, dez refinarias estão sem troca de turno: Reman (AM), Lubnor (CE), Abreu e Lima (PE), Rlam (BA), Reduc (Duque de Caxias), Regap (MG), Replan (SP), Recap (SP), Repar (PR) e Refap (RS).
Também estão parados, segundo FUP, os trabalhadores da SIX, Superintendência de Industrialização de Xisto (PR), e das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) do Paraná e da Bahia.
Na Transpetro, a FUP afirmou que a greve atinge os terminais do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, do Espírito Santo, do Amazonas, do Ceará, de Pernambuco, de Campos Elíseos (Duque de Caxias) e de Cabiúnas (Macaé).
"No Rio Grande do Norte, os trabalhadores dos campos de produção terrestre do Alto do Rodrigues e de Mossoró também aderiram à greve, assim como os petroleiros do Ativo Industrial de Guamaré e da Estação Coletora do Canto do Amaro", disse a FUP.
Por Marta Nogueira; reportagem adicional de Luciano Costa
iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popularAssine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247