Grandes demais para cair

Relatório do Conselho de Estabilidade Financeiro citou que algumas instituições são grandes demais para quebrarem. Entre os destaques estão Citi, HSBC, JP Morgan e Deutsche Bank



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Um relatório do Conselho de Estabilidade Financeiro levantou uma questão importante a se destacar sobre a situação atual dos bancos em todo o sistema financeiro mundial: citou que existem algumas instituições financeiras que são grandes demais para quebrarem e as de destaques são: Citi, HSBC, JP Morgan e Deutsche Bank.

Estes quatro bancos representam uma capilaridade de atendimento e um volume de movimentação muito importante no giro econômico entre as nações e internamente naqueles países em que estão estabelecidos, criando um ambiente de inserção direta nas atividades da economia, liberando crédito e injetando capital.

Suas operações são destaques e, desde 2008, com a crise bancária que teve como primeiro banco indo à bancarrota o Lehman Brothers, o monitoramente sobre os balanços e resultados destes quatro vêm sendo acompanhados de perto.

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Além destes bancos, outras 24 instituições foram reportadas no relatório do Conselho de Estabilidade Financeiro, oferecendo forte destaque a atuação no mercado bancário e lembrando que, até 2019, conforme Basiléia III, as instituições deverão ter capital equivalente a 7% de seus ativos.

Algumas instituições, como as 4 citadas, no relatório, podem ter demandada registro de até 2% acima disto, ajudando a lastrear suas operações e garantindo ainda mais credibilidade ao sistema, minimizando os riscos operacionais.

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Mesmo que em alguns países estes quatro importantes bancos do sistema financeiro estejam reduzindo operações, cortando pessoal e redimensionando suas filiais, suas atividades estão retomando, aos poucos e em velocidade menor que o esperado, a um patamar que contribuirá para o crescimento dos países.

A situação econômica na Europa, que enfrenta mais uma queda no nível de atividade industrial ainda denota grave preocupação, e a retomada dos mercados financeiros ainda não se desprendeu das perdas acentuadas que a crise gerou.

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A importância do setor financeiro é mensurada através de sua complexidade e de sua capacidade de injetar ânimo ao mercado, oferecendo crédito ao setor industrial para ampliar sua produção e oferecendo produtos financeiros adaptados aos padrões culturais de cada povo, garantindo acesso a poupança e canais de investimento.

O problema reside na ausência desenfreada de legislação que acompanhe a modernização das formas de transação econômica e impeça o descolamento das operações bancárias do mundo real, ou seja, do lado real da economia produtiva.

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Atualmente no Brasil, preocupa-me a utilização em demasia dos bancos públicos como aparelhamento político, loteando cargos e assumindo padrinhos políticos sem conhecimento do setor e rompimento de planos estratégicos, perdendo o foco nas operações ligadas ao mercado e impedindo um pleno desenvolvimento do sistema financeiro.

No curto prazo, os resultados não deverão aparecer, porém, no médio e longo prazo a colheita das margens reduzidas ou uma alta inadimplência deverão cobrar seu preço, e isso, fará com que o setor perca atratividade e não desenvolva novas formas de alavancar o crescimento econômico.

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Os problemas do G20, que estão em debate repõem em pauta as medidas de austeridade que os governos vêm aplicando sobre suas nações, e novamente recaem sobre a forma como a Alemanha se posiciona frente as necessidade de reposicionamento dos agentes econômicos em toda a zona europeia.

Estes agentes econômicos estão lutando para que haja uma retomada do fluxo de capital para financiar suas operações e sua expansão, garantindo um caixa mais livre que os ajudam a não sucumbir à crise. Alguns bancos ainda não conseguiram abrir seus cofres para consolidar tal retomada, e isto pode ser um dos fatores que amarram a retomada econômica.

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Mesmo que a Grécia tenha ficado em situação marginal nos últimos meses, pelo menos ao que se refere ao noticiário econômico, a atividade bancária no país vem sendo monitorada de perto, sendo utilizada como forte indicador da retomada ou não de suas atividades. A retomada da confiança sobre o sistema bancário é questão fundamental para que o giro econômico aconteça.

É importante destacar que, dentro da análise pretérita realizada sobre a crise econômica, é notável a falta de percepção dos agentes estadunidenses frente ao comportamento do sistema bancário naquele país e seus correspondentes. Houve omissão em estabelecer regras claras ao jogo.

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Quero com isso destacar a integração do setor financeiro com as retomadas do crescimento econômico como fator primordial no desenvolvimento pleno das atividades econômicas, e que, o sistema precisa ser regulamentado de forma a garantir confiança a seus agentes, mas não deve ser impedido de se aprimorar, eliminando uma competitividade que apenas gera resultados positivos ao setor produtivo e a economia em geral.

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