Graça Foster: "Libra chegou na hora certa"
"Não poderia ficar melhor para a Petrobras, com todo o respeito a todos os concorrentes e aos futuros parceiros", disse Graça Foster, sobre a posição da estatal brasileira no consórcio com a anglo-holandesa Shell, a francesa Total - com quem esperar trocar tecnologia na exploração de águas profundas - e as chinesas Cnooc e CNPC
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Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A presidenta da Petrobras, Graça Foster, disse hoje (29) que a estatal se preparou com antecedência para disputar o Campo Libra, o primeiro do pré-sal, leiloado na última semana, e que o resultado chegou “na hora certa” para a empresa.
"É um projeto muito estudado. Temos certeza de que chegou na hora certa, esperávamos Libra de forma ansiosa", explicou.
De acordo com a executiva, a companhia se envolveu por meses de negociações que deram origem ao consórcio que arrematou o poço por R$ 15 milhões, e que a configuração de parceiros superou as expectativas da empresa.
"Não poderia ficar melhor para a Petrobras, com todo o respeito a todos os concorrentes e aos futuros parceiros", disse Graça Foster, sobre a posição da estatal brasileira no consórcio com a anglo-holandesa Shell, a francesa Total - com quem esperar trocar tecnologia na exploração de águas profundas - e as chinesas Cnooc e CNPC.
A dirigente também lembrou que, neste momento, de acordo com mínimo estipulado pelo Marco Regulatório do Pré-Sal, a companhia entra com 30% nas explorações no petróleo da região. Em algum momento, segundo ela, pode ser que chegue a 100%, mas hoje "opta por fazer em parceria".
A Petrobras entrou no leilão em um consórcio com mais quatro empresas estrangeiras e terá de pagar R$ 6 milhões de bônus ao governo. A previsão é que a extração do primeiro óleo seja feito em 2020, quando está previsto o início da produção do Campo de Libra.
Petrobras dará prioridade à produção de petróleo
Graça Foster disse que nos próximos anos a empresa fará mais investimentos em produção de petróleo do que em exploração, a fase de pesquisas e testes. A informação foi dada em palestra para empresários do setor de petróleo e gás, durante a feira Offshore Technology Conference, no Rio de Janeiro.
"Nos próximos cinco, seis anos, será mais importante para nós o "P" de produção do que o "E" de exploração", disse a presidenta. A companhia tenta elevar suas reservas para diminuir o impacto da importação de combustível. Para não aumentar a inflação, a Petrobras vende mais barato no mercado interno o combustível comprado a preço superior no mercado externo.
Graça Foster anunciou que a companhia deve dobrar de tamanho nos próximos anos, com a entrada em operação de novos poços no pós-sal e no pré-sal. Ela aposta no aumento da produção e comercialização de gás para o mercado interno e externo. "São 171 milhões de metros cúbicos de gás por dia, e trabalhamos também para dobrar nossa capacidade de refino", acrescentou.
Além das incertezas do mercado externo, para a executiva, os desafios da companhia na próxima década são a construção de grandes unidades de produção, sondas e navios com conteúdo local e a redução do déficit de mão de obra de nível técnico. "Este é um grande gargalo", afirmou. Também preocupa a demanda por combustíveis fósseis, em um cenário projetado para os próximos 20 anos, em que combustíveis renováveis ganham força.
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