Governo vai acumular 13 anos sucessivos de déficit fiscal, diz Ministério da Economia

O governo Jair Bolsonaro encaminhou ao Congresso uma proposta orçamentária que prevê mais uma sucessão de déficits entre 2021 e 2023 que, somados, representarão um buraco de R$ 572 bilhões



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247 - O governo Jair Bolsonaro encaminhou ao Congresso Nacional uma proposta orçamentária que prevê mais uma sucessão de déficits entre 2021 e 2023 que, somados, representarão um buraco de R$ 572,9 bilhões, após um rombo de quase R$ 800 bilhões neste ano. O Brasil vai acumular 13 anos de déficit fiscal. De acordo com o Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes, os cálculos foram feitos de acordo com "premissas conservadoras de déficits persistentes, porém cadentes, devido ao teto de gastos".

No ano que vem, o governo prevê déficit de R$ 233,6 bilhões nas contas do governo central, que reúne Tesouro Nacional, INSS e Banco Central. Em 2022, a projeção é de resultado negativo em R$ 185,5 bilhões. Em 2023, o rombo será de R$ 153,8 bilhões. Os dados foram publicados no jornal O Estado de S.Paulo

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De acordo com o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, 30% do Orçamento de 2021 estão condicionados à aprovação de um crédito suplementar pelo Congresso Nacional no próximo ano.

"Esse é o terceiro ano em que a regra de ouro fica condicionada à aprovação de um crédito suplementar pelo Congresso, e esses números têm sido crescentes. Isso era esperado, mas não desejado, e decorre da sequência de déficits primários e da rigidez orçamentária (parcela muito grande de gastos obrigatórios, como Previdência e salários)", afirmou. "Isso mostra a necessidade de aprovarmos reformas no orçamento", acrescentou. 

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