Governo tem poucas opções para conter queda do dólar

Governo brasileiro não tem muito como agir para deter a desvalorização do dólar frente ao real, que vai continuar devido à elevada liquidez no mercado internacional e à menor incerteza política em casa; "Não tem muita coisa que se possa fazer, a experiência mostra que qualquer tipo de intervenção diferente não se sustenta e acaba sendo mais prejudicial", afirmou uma fonte à agência de notícias Reuters

Notas de reais e dólares norte-americanos em casa de câmbio no Rio de Janeiro. 10/09/2015 REUTERS/Ricardo Moraes
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Notas de reais e dólares norte-americanos em casa de câmbio no Rio de Janeiro. 10/09/2015 REUTERS/Ricardo Moraes dolar (Foto: Paulo Emílio)


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Alonso Soto, Reuters - O governo brasileiro não tem muito como agir para deter a desvalorização do dólar frente ao real, que vai continuar devido à elevada liquidez no mercado internacional e à menor incerteza política em casa, afirmou à Reuters uma importante fonte da equipe econômica.

"Não tem muita coisa que se possa fazer, a experiência mostra que qualquer tipo de intervenção diferente não se sustenta e acaba sendo mais prejudicial", afirmou a fonte, que pediu para não ser identificada.

O governo continuará reduzindo seu estoque de swap cambial tradicional --equivalente à venda futura de dólares-- para limitar o ritmo de desvalorização da moeda norte-americana sobre o real, que já atingiu os produtores locais, disse a fonte.

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Segundo ela, a equipe econômica não está considerando compras de dólar no mercado à vista ou erguer barreiras aos fluxos de capitais, que no passado se provaram prejudiciais.

Até o fechamento de sexta-feira, o dólar acumulava no ano queda de pouco mais de 20 por cento sobre o real, depois de registrar em 2015 valorização de 48,5 por cento.

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