Governo quer reduzir alíquota do Imposto de Renda para empresas em 5 pontos percentuais já em 2022, diz Guedes

Ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que governo estuda reduzir a alíquota do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e promover um corte de 5 pontos percentuais na taxação já em 2022

(Foto: Marcos Corrêa/PR)


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Reuters - O governo estuda alterar sua proposta de redução da alíquota do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) para promover um corte de 5 pontos percentuais na taxação já em 2022, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta terça-feira.

Pelo projeto de reforma tributária apresentada pelo governo na sexta-feira, a alíquota do IRPJ, que hoje é de 15%, cairia em 2,5 pontos em 2022, para 12,5%, e em mais 2,5 pontos no ano seguinte, para 10%.

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"Estamos estudando se ao invés de 2,5 em um ano e 2,5 no outro de queda no IRPJ, nós podemos baixar 5% já, imediatamente, no ano que vem", disse Paulo Guedes em entrevista à imprensa para comentar dados divulgados pela Receita Federal que mostraram uma arrecadação recorde em maio.

"Estamos fazendo os cálculos para baixar os 5 (pontos) exatamente para que esse aumento de arrecadação forte que está vindo aí desonere mais as empresas", disse Guedes.

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Ele ressaltou que ganhos de arrecadação que sejam "cíclicos" não podem ser repassados, mas aqueles que sejam "estruturais e orgânicos", sim.

Com o segundo capítulo da proposta de reforma tributária apresentado na semana passada, o governo transmitiu três recados, disse Guedes: a decisão de reduzir a tributação sobre as empresas, a de tributar dividendos e a de reduzir o limite para a isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física, sob o entendimento de que o Brasil é um país de renda média baixa.

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"Repito, não temos compromisso com erros eventuais de calibragem na dose desses movimentos, o importante é o que nós estamos sinalizando, menos impostos para as empresas, mais impostos para os rendimentos de capital, menos impostos para os assalariados, principalmente os salários baixos", disse o ministro.

Para Guedes, os dados da arrecadação de maio, que cresceu quase 70% sobre 2020 e foi recorde para o mês, mostram que a economia "está em pé novamente".

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"É inequívoco que o Brasil já se levantou e a economia está caminhando com uma velocidade bem acima do que era esperado na virada do ano", afirmou.

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