Governo quer mudar CLT e Previdência ainda em 2016

Afirmação foi feita à Reuters pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha; intenção do governo é que as duas reformas possam ter efeitos o mais rápido possível; "A reforma trabalhista é uma das prioridades para diminuir o desemprego", afirmou; Padilha também disse que a queda de dois ministros do governo Temer trouxe prejuízo político e afetou, "mesmo que injustamente", a imagem do presidente interino

Brasília - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, anuncia medidas para reduzir os gastos públicos (José Cruz/Agência Brasil)
Brasília - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, anuncia medidas para reduzir os gastos públicos (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)


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Por Lisandra Paraguassu e Anthony Boadle, Reuters - O governo pretende aprovar a reforma da Previdência até o final deste ano para passar a valer já em 2017, afirmou nesta quinta-feira à Reuters o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, acrescentando que serão feitas ainda alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

De acordo com o ministro, a intenção do governo é tentar aprovar as duas reformas até o fim deste ano para que possam ter efeitos o mais rápido possível. "A reforma trabalhista é uma das prioridades para diminuir o desemprego", garantiu.

Padilha admitiu também que o governo pode fazer mudanças pontuais nas questões tributárias, mas que aumento de impostos está em suspenso, mesmo que não totalmente descartado.

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Demissão de ministros trouxe prejuízo a governo Temer, diz Padilha

A saída de dois ministros acusados de tentar atrapalhar a operação Lava Jato trouxe prejuízo político e afetou, "mesmo que injustamente", a imagem do governo do presidente interino Michel Temer, admitiu nesta quinta-feira o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, em entrevista à Reuters.

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Padilha afirmou, no entanto, que não houve uma "contaminação ética" pelas saídas de Romero Jucá (Planejamento) e Fabiano Silveira (Transparência), e que Temer avisou a toda sua equipe que qualquer acusado será demitido, sem exceções. Ainda assim, disse, há preocupações no governo sobre o que mais poderá ser revelado nas delações premiadas.

Apesar das notícias de que senadores estariam mudando de ideia sobre aprovar o afastamento definitivo de Dilma Rousseff no julgamento final no Senado, Padilha garantiu que o governo terá mais do que os dois terços necessários.

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"Para o governo, e para todos, quanto mais rapidamente essa situação ficar definida se sai dessa aparente dubiedade", disse. "Sem dúvida dá mais autoridade política ao governo Temer, na medida em que a permanência do governo interino for confirmada".

 

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