Governo não vai ceder a pressão das elétricas
Presidente Dilma defende que o texto da MP 579, que determinará a redução na conta de luz, seja aprovado pelo Congresso do jeito que está, sem atender a quaisquer pedidos das empresas
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247 – A presidente Dilma Rousseff não pretende atender a qualquer pedido feito pelas empresas de energia elétrica no que diz respeito à Medida Provisória 579, que determinará na redução da tarifa do insumo. Em reunião nesta quarta-feira com o presidente o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e com o relator da MP, Renan Calheiros (PMDB-AL), a presidente reafirmou que o governo não se intimidará com as pressões das companhias e deixou clara a pressa em aprovar o texto.
O Planalto também não quer fazer alterações no texto, votando da forma como ele foi enviado ao Congresso, sem mudanças e sem atender às empresas. Na reunião, de acordo com reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, a presidente orientou os parlamentares a resistirem às pressões das companhias que demonstraram estar contra as normas de renovação de concessões. A presidente garantiu estar acompanhando a matéria de perto.
Segundo a presidente, para as concessionárias é "pegar ou largar". Ela não se comoveu com as grandes perdas de mercado sofridas pelas companhias, apontadas por analistas de mercado como consequência da MP. De acordo com um interlocutor de Dilma, que conversou com o jornal, "o governo não raciocina com a hipótese de aumentar o valor das indenizações nem no valor das tarifas", o que vem sendo pedido pelas companhias.
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