Governo diz que não há mais bloqueios, mas falta muito para normalizar abastecimento

A paralisação dos caminhoneiros entrou hoje em seu 9º dia ainda com pontos de piquete e paralisações, normalmente concentrados em perímetro urbano; segundo o governo, hoje já foi possível transportar o dobro da carga que na véspera, mas situação ainda vai demorar para ser normalizada; "Temos muito que andar para falar em normalidade, estamos retomando progressivamente", disse o ministro da Casa Civil, Alexandre Padilha

A paralisação dos caminhoneiros entrou hoje em seu 9º dia ainda com pontos de piquete e paralisações, normalmente concentrados em perímetro urbano; segundo o governo, hoje já foi possível transportar o dobro da carga que na véspera, mas situação ainda vai demorar para ser normalizada; "Temos muito que andar para falar em normalidade, estamos retomando progressivamente", disse o ministro da Casa Civil, Alexandre Padilha
A paralisação dos caminhoneiros entrou hoje em seu 9º dia ainda com pontos de piquete e paralisações, normalmente concentrados em perímetro urbano; segundo o governo, hoje já foi possível transportar o dobro da carga que na véspera, mas situação ainda vai demorar para ser normalizada; "Temos muito que andar para falar em normalidade, estamos retomando progressivamente", disse o ministro da Casa Civil, Alexandre Padilha (Foto: Gisele Federicce)


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BRASÍLIA (Reuters) - O governo disse nesta terça-feira que não há mais rodovias bloqueadas em decorrência da greve dos caminhoneiros, mas admitiu que ainda existem pontos de concentração, especialmente em perímetros urbanos, e que há muito a fazer para se falar em normalidade do abastecimento.

"Há em alguns casos de concentrações e piquetes que não envolvem caminheiros", disse o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que admitiu, no entanto, que ainda há também caminhoneiros parados, mas não bloqueios de estradas. "Não podemos obrigar ninguém a trabalhar, mas podemos separar quem está fazendo agitação política e afastá-los."

De acordo com o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, na segunda-feira aconteceram as primeiras prisões causadas por pessoas infiltradas, no Maranhão. Segundo o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, nenhum dos sete presos por obstruírem as vias era caminhoneiro.

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"Hoje lidamos muito mais com manifestações não caminhoneiras que têm buscado obstruir as vias. São manifestações oportunistas que aparentemente têm coordenação entre si e serão tratados como obstrução ao abastecimento", afirmou Etchegoyen.

A paralisação dos caminhoneiros entrou hoje em seu 9º dia ainda com pontos de piquete e paralisações, normalmente concentrados em perímetro urbano. Segundo os ministros, a situação de abastecimento já é bem melhor e já foi possível transportar o dobro da carga que na véspera.

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"Abastecimento ainda não é regular, mas com 9 dias de paralisação teríamos problemas muito mais sérios se não tivéssemos avançado", afirmou Padilha. "Temos muito que andar para falar em normalidade, estamos retomando progressivamente.

Não é ainda certamente o que necessitamos. Para chegar em normalização os caminhões ainda parados precisam voltar a estrada."

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Segundo Etchegoyen, as forças de segurança já conseguiram assegurar o que chama de oito corredores de abastecimento, em que o transporte de cargas está sendo feito sem a necessidade de comboios. Ainda assim, a Polícia Rodoviária Federal já fez a escola de 1.129 carretas para garantir o transporte.

Sobre risco de contágio decorrente do movimento dos caminhoneiros, Etchegoyen disse que a avaliação do governo é de que isso não é algo que possa ocorrer imediatamente.

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Questionado sobre pedidos de intervenção militar, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional disse que é preciso fazer uma reflexão para se entender como se chegou a uma situação em que parte da sociedade acredita que essa seria uma solução razoável. Para ele, intervenção militar é um assunto do século passado.

Depois da terminada a entrevista coletiva, Marun disse que a Polícia Federal já intimou 48 pessoas para depor na investigação de locaute no movimento dos caminhoneiros.

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Reportagem de Lisandra Paraguassu

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