Governo central tem rombo recorde em junho
O governo central - que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central - teve déficit primário próximo de R$ 20 bilhões em junho, segundo estimativa divulgada ontem pela Instituição Fiscal Independente (IFI); rombo registrado é recorde
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247 - Segundo estimativa divulgada ontem pela Instituição Fiscal Independente (IFI), o governo central - que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central - teve déficit primário próximo de R$ 20 bilhões em junho. O estudo mostra que, assim como em maio, o resultado será influenciado pela antecipação do calendário de pagamento dos precatórios para o primeiro semestre.
"Há, basicamente, três tipos de precatórios e sentenças judiciais: de pessoal, de previdência e assistência social, e de outras despesas de custeio e capital. Estes últimos, pagos em dezembro entre 2014 e 2016, tiveram seu calendário antecipado para junho deste ano e ampliarão o gasto primário em cerca de R$ 8 bilhões", afirma a análise, assinada pelos economistas Daniel Veloso Couri e Gabriel Leal de Barros.
Em maio, o governo central registrou um déficit primário de R$ 29,371 bilhões, o que representou um aumento de 89,8% na comparação com o déficit de R$ 15,478 bilhões de maio do ano passado. O resultado teve o impacto do pagamento antecipado de cerca de R$ 10 bilhões em precatórios.
O levantamento da IFI mostra que os demais itens do gasto obrigatório da União, com exceção de abono salarial e seguro-desemprego, manterão sua trajetória ascendente. Em junho, o gasto com pessoal deve registrar avanço de 8,8%, na comparação com o mesmo mês de 2016. Os gastos com previdência e assistência social (Loas) deverão crescer em torno de 6,2% e 6,6%, respectivamente, na mesma base de comparação.
As informações são de reportagem de Cristiane Bonfanti no Valor.
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