Golpe liquida BNDES: empréstimos recuam a níveis de 1999
O golpe parlamentar de 2016, que jogou o brasil na crise e deixou mais de 12 milhões de desempregados, também reduziu o volume de recursos emprestados pelo BNDES e que neste exercício deve retornar ao nível registrado em 1999, quando os desembolsos somaram R$ 70,4 bilhões; ano em que o BNDES mais promoveu desembolsos foi o de 2010, último ano da gestão do então presidente Lula, quando foram emprestados R$ 275,6 bilhões
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247 - O golpe parlamentar de 2016 reduziu drasticamente o volume de recursos emprestados pelo Banco Nacional de desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apesar do esforço pela instituição para manter a liberação de cera de R$ 70 bilhões até o final deste ano, praticamente o mesmo volume que foi registrado no ano passado (R$ 70,8 bilhões). O volume de desembolsos previsto para este exercício deve ser o menor dos últimos 20 anos, se equiparando a 1999, quando a instituição emprestou R$ 70,4 bilhões.
Para o próximo ano, contudo, a expectativa é que sejam liberados R$ 90 bilhões, considerando que a economia cresça 2,5% conforme as revisões do mercado. O ano em que o BNDES mais promoveu desembolsos foi o de 2010, quando foram emprestados R$ 275,6 bilhões, Já o piso da série histórica registrado pela instituição foi em 1995, com liberação de R$ 40 bilhões.
Para este ano, contudo a meta estabelecida parece distante. Segundo o jornal Valor Econômico, entre janeiro e setembro o BNDES R$ 44 bilhões, uma retração de 16% sobre o mesmo período do ano anterior. A expectativa, contudo, é que os volumes cresçam nos últimos meses do ano, como acontece regularmente com destaque para novembro e dezembro. Para 2018, o BNDES deverá emprestar cerca de 50% de seus recursos para as micro, pequenas e médias empresas e outros de 40% para investimentos na área de infraestrutura.
Em relação ao próximo ano, contudo, resta a incógnita sobre qual será o papel do BNDES na gestão do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). As sinalizações, porém, são de que deve haver uma espécie de continuidade ao ritmo implantado no governo Michel Temer, evitando uma ruptura abrupta com as diretrizes atuais.
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