Giannetti vê PMDB como “parasita” do governo
Guru econômico de Marina Silva, que declarou apoio a Aécio Neves no segundo turno em 2014, afirma que o presidencialismo de coalizão "faliu"; "O governo federal entrega, mas não recebe mais. Esse é um modelo biológico. Na medida em que o PMDB é um parasita, o hospedeiro já começou o mandato rendido. E agora o parasita teve de fazer o jogo de enfraquecer o hospedeiro, mas não ao ponto de matá-lo, porque, se não, ele vai junto", diz ele
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247 – O economista Eduardo Giannetti enxerga o PMDB como "parasita" do governo e acredita que o presidencialismo de coalizão "faliu". Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, ele afirma não ter como ser otimista em 2016, mas espera que a crise política "nos mobilize e nos permita enfrentar problemas que há muito tempo vêm se arrastando e agora vão demandar uma solução mais ousada e corajosa".
Responsável pela área econômica do plano de governo de Marina Silva nas eleições de 2014, Giannetti aponta um "modelo biológico" de relação do governo. "O governo federal entrega, mas não recebe mais. Esse é um modelo biológico. Na medida em que o PMDB é um parasita, o hospedeiro já começou o mandato rendido. E agora o parasita teve de fazer o jogo de enfraquecer o hospedeiro, mas não ao ponto de matá-lo, porque, se não, ele vai junto", opina.
Para o economista, as duas crises, política e econômica, "que se confluem no segundo mandato da Dilma, estavam se desenrolando" e "viriam com o tempo". "Ocorre que o primeiro mandato da Dilma acelerou violentamente o processo. É como se alguém tivesse apertado aquele botão 'fast forward'. As crises destrambelharam. Mas, nesse momento, a sociedade brasileira pode avançar nas duas dimensões", completa. Ele acrescenta, no entanto, que é preciso "entender que a Dilma não criou sozinha toda essa situação. Ela acelerou e levou ao limite".
Para ele, o impeachment "é uma resultante" nesse processo. "No curto prazo, cria uma paralisia, mas é resultante disso. Não é causa. Veio da crise econômica e da falência do presidencialismo de coalizão", diz.
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