Geólogo acusa Parente de vender pré-sal a preço de banana e informar a concorrência

O geólogo Luciano Seixas Chagas, que trabalhou 31 anos na Petrobras, acusou fez graves denúncias em entrevista à Carta Capital; segundo Chagas, além de vender o pré-sal a preço vil, a Petrobras deu informações estratégicas à concorrência; na opinião do especialista, no leilão do pré-sal realizado na sexta-feira 27, a Petrobras e o Brasil perderam, mas multinacionais como a Statoil fizeram o negócio do século; segundo Chagas, Pedro Parente, mostrou um desconhecimento espantoso sobre o setor petrolífero

Presidente da Petrobras, Pedro Parente, e Petroquímica Suape .2
Presidente da Petrobras, Pedro Parente, e Petroquímica Suape .2 (Foto: Giuliana Miranda)


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247 - A revista Carta Capital traz uma entrevista do jornalista Carlos Drummond com o geólogo Luciano Seixas Chagas.

Confira abaixo alguns trechos do texto:

No leilão do pré-sal realizado na sexta-feira 27, a Petrobras e o Brasil perderam, mas multinacionais como a Statoil fizeram o negócio do século. O presidente da empresa, Pedro Parente, mostrou um desconhecimento espantoso sobre o setor petrolífero e ajudou concorrentes com informações estratégicas, acusa o renomado geólogo Luciano Seixas Chagas.

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O resultado desastroso evidencia o enorme dano ao País resultante da retirada da obrigatoriedade de participação daquela estatal em todos os ativos do pré-sal, diz Chagas. Funcionário da Petrobras por 31 anos e consultor há 14, atuou em cerca de 60 negócios no pré-sal e em áreas terrestres, domésticas e da Austrália e da Nicarágua, entre outros países. Empresas brasileiras e da Noruega, Japão, Estados Unidos e Reino Unido fazem parte da carteira de clientes de Chagas."

O especialista fez afirmações duras: 

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"Nunca vi um presidente falar previamente, emitir opiniões e revelar estratégias sobre onde vai competir num leilão de exploração, antecipando, inclusive, de quais áreas participará e as estratégias que adotará no caso, por exemplo, quanto à quase obrigatoriedade, autoimposta, de participação permanente com parceiros. Agora podemos enxergar com clareza os riscos a que fomos submetidos com a retirada da obrigatoriedade de participação da Petrobras em todos os ativos do pré-sal dentro do seu polígono de ocorrência, principalmente nas áreas unitizáveis.

Estas não oferecem riscos de qualquer ordem, pois a descoberta já existe e a estrutura com petróleo prolonga-se para outra área geográfica adjacente, visto que as estruturas cheias de óleo não respeitam os limites geográficos. A eliminação da obrigatoriedade de participação da Petrobras no pré-sal e a “inocência” do presidente da Petrobras e do seu séquito, em um leilão recheado de raposas do mundo dos negócios, tiveram graves consequências."

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