Gabas à TV 247: é preciso manter mobilização contra reforma da Previdência
Ministro dos governos Lula e Dilma, Carlos Gabas considerou acertada a decisão das centrais sindicais de adiar a greve geral, que estava prevista para esta segunda-feira, contra a reforma da Previdência; "como Temer não tem votos e jogou a reforma para 2018, foi uma decisão sensata"; no entanto, ele disse que os trabalhadores não podem baixar a guarda porque Temer é traiçoeiro e pode tentar retomar o tema a qualquer momento; na entrevista, ele também negou o déficit da Previdência e disse que o objetivo real é apenas abrir espaço para o sistema financeiro privado; confira a íntegra
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Por Leonardo Attuch e Paulo Moreira Leite
Ministro dos governos Lula e Dilma, Carlos Gabas considerou acertada a decisão das centrais sindicais de adiar a greve geral, que estava prevista para esta segunda-feira, contra a reforma da Previdência.
– Como Temer não tem votos e jogou a reforma para 2018, foi uma decisão sensata, porque o trabalhador coloca seu próprio emprego em risco numa greve geral.
Gabas, no entanto, faz um alerta. Segundo ele, os trabalhadores não podem baixar a guarda porque Temer é traiçoeiro e pode tentar retomar o tema a qualquer momento. Na entrevista, ele apoiou a decisão da Frente Povo sem Medo de manter a mobilização prevista para esta segunda.
Nos últimos meses, Gabas rodou por todos os estados do País e participou de vários debates sobre a reforma da Previdência, que pode fazer com que muitos brasileiros morram antes de se aposentar – especialmente nos estados mais pobres. Um dos pontos que chamou sua atenção foi o engajamento dos padres, bispos e arcebispos.
– A Igreja está mobilizada e muitos estão dispostos até a expor os parlamentares que votarem contra os trabalhadores.
Na entrevista, ele também negou o déficit da Previdência e disse que o objetivo é apenas abrir espaço para o sistema financeiro privado.
Ele também discorreu sobre o momento político, falou sobre as chances crescentes de volta de Lula em 2018 e afirmou que o PSDB não conseguirá se livrar do "caixão" Michel Temer.
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