G20 defende reformas econômicas mais rápidas

Líderes financeiros das 20 maiores economias do mundo concordaram, neste sábado (5), com a aceleração de mudanças para melhorar o pequeno crescimento, dizendo que a confiança em taxas de juros muito baixas não será o suficiente para acelerar a expansão econômica; disseram, no entanto, que estão confiantes que o crescimento vai acelerar e, como resultado disso, as taxas de juros em "algumas economias avançadas" - código para os Estados Unidos - teriam que subir; "Nós observamos que, em linha com a perspectiva econômica melhor, o aperto de política monetária é mais provável em algumas economias avançadas", diz trecho de nota conjunta

Líderes financeiros das 20 maiores economias do mundo concordaram, neste sábado (5), com a aceleração de mudanças para melhorar o pequeno crescimento, dizendo que a confiança em taxas de juros muito baixas não será o suficiente para acelerar a expansão econômica; disseram, no entanto, que estão confiantes que o crescimento vai acelerar e, como resultado disso, as taxas de juros em "algumas economias avançadas" - código para os Estados Unidos - teriam que subir; "Nós observamos que, em linha com a perspectiva econômica melhor, o aperto de política monetária é mais provável em algumas economias avançadas", diz trecho de nota conjunta
Líderes financeiros das 20 maiores economias do mundo concordaram, neste sábado (5), com a aceleração de mudanças para melhorar o pequeno crescimento, dizendo que a confiança em taxas de juros muito baixas não será o suficiente para acelerar a expansão econômica; disseram, no entanto, que estão confiantes que o crescimento vai acelerar e, como resultado disso, as taxas de juros em "algumas economias avançadas" - código para os Estados Unidos - teriam que subir; "Nós observamos que, em linha com a perspectiva econômica melhor, o aperto de política monetária é mais provável em algumas economias avançadas", diz trecho de nota conjunta (Foto: Realle Palazzo-Martini)


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Por Randall Palmer e Nick Tattersall

ANCARA (Reuters) - Líderes financeiros das 20 maiores economias do mundo concordaram, neste sábado, com a aceleração de reformas para melhorar o decepcionantemente baixo crescimento, dizendo que a confiança em taxas de juros muito baixas não será o suficiente para acelerar a expansão econômica.

Mas também disseram que estão confiantes que o crescimento vai acelerar e, como resultado disso, as taxas de juros em "algumas economias avançadas" -código para os Estados Unidos-- teriam que subir.

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"As políticas monetárias vão continuar a sustentar a atividade econômica consistentes com os mandatos dos bancos centrais, mas a política monetária sozinha não pode levar a um crescimento equilibrado", apontou o comunicado dos ministros das Finanças e membros de bancos centrais do G20.

"Nós observamos que, em linha com a perspectiva econômica melhor, o aperto de política monetária é mais provável em algumas economias avançadas."

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O discurso desafiou a pressão de mercados emergentes para classificar o esperado aumento da taxa de juros dos Estados Unidos como um risco ao crescimento. 

"Ouvimos opiniões diferentes sobre a possível decisão do Fed (banco central norte-americano). Alguns acreditam que o Fed precisa tomar a decisão assim que possível, enquanto outros acreditam que ele deveria esperar um pouco", afirmou o vice-ministro turco Cevdet Yilmaz, em uma entrevista coletiva.

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Para limitar a volatilidade da saída de capital de mercados emergentes para ativos em dólar --a causa da preocupação sobre uma futura alta dos juros pelo Federal Reserve-- líderes financeiros do G20 disseram que evitariam qualquer surpresa ou medidas excessivas.

"Vamos calibrar com cuidado e comunicar claramente as nossas ações, especialmente sobre o pano de fundo de grandes decisões monetárias e de outras políticas, para minimizar os efeitos negativos, suavizar as incertezas e promover a transparência", disseram.

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Preocupações sobre a turbulência que uma possível alta dos juros pelo Fed poderia causar foram amplificadas pela preocupação dos investidores com a desaceleração econômica da China, a segunda maior economia do mundo.

Autoridades do G20 disseram que houve uma discussão sobre a desvalorização do renminbi (moeda chinesa) pela China em agosto, uma medida que alguns podem ver como um realinhamento às taxas de mercado mais do que uma ajuda às exportações.

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"Muitos apoiaram as medidas que a China tomou...os ministros foram muito tolerantes", disse o vice-ministro de finanças da Rússia, Sergei Storchak.

A desvalorização chinesa, assim como a forte queda do mercado de ações devido ao nervosismo com o crescimento, foram parte de um caminho difícil rumo a uma economia mais liberal, disseram as autoridades do G20.

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"É uma transformação inacreditavelmente difícil e não é surpreendente que haja solavancos, porque não é um processo totalmente suave e acho que tivemos muitas explicações, oportunidades para fazer perguntas, e foi um diálogo muito franco", disse a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, após a reunião.

Mas nem todos ficaram tão impressionados.

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"As explicações não foram muito boas. Eles deveriam ter sido muito mais claros", disse o ministro das Finanças do Japão, Taro Aso.

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