G-20 adere ao discurso do Brasil sobre dólar

Comunicado final dos líderes globais fará alerta sobre os impactos da valorização acentuada da moeda americana e os impactos de mudanças bruscas na política monetária dos Estados Unidos, com o fim dos estímulos monetários

Comunicado final dos líderes globais fará alerta sobre os impactos da valorização acentuada da moeda americana e os impactos de mudanças bruscas na política monetária dos Estados Unidos, com o fim dos estímulos monetários
Comunicado final dos líderes globais fará alerta sobre os impactos da valorização acentuada da moeda americana e os impactos de mudanças bruscas na política monetária dos Estados Unidos, com o fim dos estímulos monetários (Foto: Leonardo Attuch)


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247 -  O comunicado final do encontro do G-20, que reúne líderes globais em São Petersburgo, na Rússia, refletirá a preocupação já expressa por autoridades brasileiras sobre o impacto de mudanças bruscas nas políticas monetárias de países desenvolvidos. Na Rússia, Dilma terá encontros reservados com os presidentes Xi Jinping, da China, e  Shinzo Abe, do Japão, para discutir os efeitos da valorização do dólar na crise financeira mundial. 

Abaixo, o noticiário da Agência Brasil sobre o encontro do G-20:
 
 

Renata Giraldi e Danilo Macedo
Repórteres da Agência Brasil

Brasília - A 8ª Cúpula do G20 (que engloba as maiores economias mundiais) reúne a partir de hoje (5), em São Petersburgo, na Rússia, os principais líderes políticos do mundo. Em discussão, medidas para estimular a economia, o crescimento e a geração de emprego. Mas, estarão também em pauta questões que provocam divergências, como a iminência de invasão à Síria, anunciada pelos Estados Unidos.

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A presidenta Dilma Rousseff chegou terça-feira (3) a São Petersburgo e tem encontros bilaterais ao longo do dia. Ela se reúne com o presidente da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe. É possível que ela converse também com autoridades da Coreia do Sul e com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Na semana passada, o governo do Brasil cobrou, com veemência, dos Estados Unidos informações detalhadas sobre as denúncias de espionagem, por agências norte-americanas, a dados da presidenta da República, autoridades brasileiras e cidadãos do país. As informações consideradas insuficientes põem em dúvida, inclusive, a possibilidade de Dilma ir a Washington (Estados Unidos) para primeira visita dela com honras de Estado.

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Nas discussões plenárias do G20, os líderes pretendem estabelecer metas e mecanismos que assegurem o crescimento econômico e a estabilidade financeira, a criação de emprego de qualidade e o combate ao desemprego, a busca de fontes de crescimento e de financiamento de investimentos, além do fortalecimento do comércio multilateral e da assistência ao desenvolvimento internacional.

Além disso, os líderes dos países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) terão uma reunião em separado. A ideia é buscar meios para impedir que a eventual falta de estímulos econômicos venha a provocar a fuga de capitais especulativos na região.

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Dilma e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pretendem cobrar dos Estados Unidos que ratifiquem a reforma do sistema de quotas do Fundo Monetário Internacional (FMI). Em 2010, foi aprovada uma reforma no sistema do FMI, que se destina a aumentar o peso dos países emergentes no organismo internacional, mas ainda não entrou em vigor.

Uma das presenças mais aguardadas é a de Obama, que foi à Suécia para obter apoio à intervenção militar na Síria, e buscará o mesmo durante as reuniões do G20. A assessoria de Obama confirmou reuniões dele com os presidentes da França, François Hollande, e da China, Xi Jinping. A França já anunciou apoio à operação na Síria, mas a China resiste à medida. A China, que é membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas tem direito a veto, assim como a Rússia.

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