Fusão entre TIM e Oi depende de novo marco regulatório

"Qualquer oportunidade com telefonia fixa implica investimentos grandes, precisa de marco regulatório atualizado", disse Marco Patuano, presidente da Telecom Italia, a jornalistas após palestra em evento do setor; "É certo que o marco regulatório vai mudar. Acredito que será em 2016, pois é importante (essa mudança) para favorecer investimentos em telefonia fixa"

"Qualquer oportunidade com telefonia fixa implica investimentos grandes, precisa de marco regulatório atualizado", disse Marco Patuano, presidente da Telecom Italia, a jornalistas após palestra em evento do setor; "É certo que o marco regulatório vai mudar. Acredito que será em 2016, pois é importante (essa mudança) para favorecer investimentos em telefonia fixa"
"Qualquer oportunidade com telefonia fixa implica investimentos grandes, precisa de marco regulatório atualizado", disse Marco Patuano, presidente da Telecom Italia, a jornalistas após palestra em evento do setor; "É certo que o marco regulatório vai mudar. Acredito que será em 2016, pois é importante (essa mudança) para favorecer investimentos em telefonia fixa" (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Luciana Bruno

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente da Telecom Italia, Marco Patuano, disse nesta terça-feira que uma eventual fusão entre sua controlada no Brasil, a TIM Participações, e a Oi dependerá de uma atualização do marco regulatório da telefonia fixa no país.

"Qualquer oportunidade com telefonia fixa implica investimentos grandes, precisa de marco regulatório atualizado", disse Patuano a jornalistas após palestra em evento do setor. "É certo que o marco regulatório vai mudar. Acredito que será em 2016, pois é importante (essa mudança) para favorecer investimentos em telefonia fixa."

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Patuano voltou a negar que a TIM esteja em negociações com Oi ou o fundo russo LettterOne para uma eventual fusão. "Tudo o que tínhamos que dizer está no fato relevante", declarou o executivo em referência a comunicado da operadora brasileira enviado ao mercado na véspera. Porém, Patuano afirmou que "o resultado da atualização (do marco regulatório da telefonia fixa) é o que pode viabilizar a possibilidade de convergência" entre as empresas.

"No modelo atual, há algumas incertezas, em particular a reversibilidade dos ativos em 2025, se tivermos que fazer alguns bilhões de reais em investimento é delicado", disse Patuano. Ele se referiu aos bens públicos, como ativos de redes e imóveis, que foram concedidos às operadoras de telefonia fixa quando da assinatura dos contratos de concessão em 2005. Pelas regras atuais, eles precisam ser devolvidos à União no fim dos contratos.

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O executivo reafirmou que o mercado brasileiro é um ativo "core" (importante) para a Telecom Italia. Segundo Patuano, apesar da TIM ainda não divulgar números, a empresa pretende ampliar os investimentos em redes no Brasil em 2016, principalmente em telefonia móvel de quarta geração (4G).

"Haverá aceleração dos investimentos da TIM no Brasil", disse Patuano, completando que mesmo no cenário macroeconômico ruim, a empresa é investidor de longo prazo. "Não há problema que não se pode enfrentar. Podemos ver pelo outro lado, o real está barato para investidores em euro."

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Sobre o nível de endividamento da Oi, de 34,6 bilhões de reais, Patuano declarou que todas as companhias, não somente a operadora brasileira, enfrentam momento em que o montante total de investimentos necessários é grande.

"Então, ter solidez financeira é importante. A TIM tem dívida muito baixa, então acho que isso tem que ser avaliado na situação global da Oi." A TIM encerrou o segundo trimestre com dívida líquida de 2,65 bilhões de reais e uma alavancagem (dívida líquida sobre Ebitda) de 0,48 vez.

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