FUP: “Pedro Parente quer reduzir Petrobras a pó”
Em nota, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) questiona o plano de negócios que prevê a venda da ativos da Petrobras e que deverá ser apresentado pelo presidente da estatal, Pedro Parente, na próxima semana; para os petroleiros, Parente "pretende manter até 2018 o ritmo acelerado de venda de ativos, mandando às favas os interesses nacionais para alimentar o apetite voraz do mercado"; a nota lembra da passagem do executivo pela multinacional de fertilizantes Bunge, onde vendeu "todos os ativos" e deixou "um rastro de prejuízos"; "É com esse histórico que ele quer salvar a Petrobrás? Se o seu plano de negócios for aprovado pelo Conselho de Administração, em cinco anos não sobrará nada da companhia", prevê a FUP
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247 - A Federação Única dos Petroleiros (FUP) questionou, em nota, o plano de negócios que prevê a venda da ativos da Petrobras que deverá ser apresentado pelo presidente da estatal, Pedro Parente, na próxima semana.
Segundo o texto, Parente "pretende manter até 2018 o ritmo acelerado de venda de ativos, mandando às favas os interesses nacionais para alimentar o apetite voraz do mercado".
Ainda segundo a FUP, quando presidiu a Bunge, Parente "vendeu todos os ativos (usinas, fábricas, distribuição)" da área de fertilizantes da multinacional", mesmo sendo o Brasil o quarto maior mercado de fertilizantes do planeta. As ações, ainda conforme a FUP, resultaram em "um rastro de prejuízos, que só na área operacional resultaram em US$ 216 milhões negativos, entre 2013 e 2014.
"É com esse histórico que ele quer salvar a Petrobrás? Se o seu plano de negócios for aprovado pelo Conselho de Administração, em cinco anos não sobrará nada da companhia", finaliza o documento.
Leia a íntegra da nota da FUP:
Na segunda-feira, 19, Pedro Parente submeterá ao Conselho de Administração da Petrobrás sua proposta para o novo plano de negócios da empresa, que, segundo adiantou em entrevista ao Estadão, redefinirá a cada ano os projetos de investimentos prioritários, tomando como princípio a eficiência dos gastos.
Para isso, pretende manter até 2018 o ritmo acelerado de venda de ativos, mandando às favas os interesses nacionais para alimentar o apetite voraz do mercado.
"O que não faz parte do negócio principal da empresa, é venda pura e simples. Naquilo que faz sentido estratégico, a prioridade é parceria", afirmou Pedro Parente ao Estadão, garantindo que "em cinco anos a Petrobrás terá virado a página".
A receita é a mesma que aplicou na Bunge, quando presidiu a multinacional no Brasil entre 2010 e 2014. A reestruturação que ele promoveu levou a empresa a abandonar o mercado de fertilizantes, onde era uma das líderes do setor. Em um período de três anos, a Bunge vendeu todos os ativos (usinas, fábricas, distribuição), mesmo sendo o Brasil o quarto maior mercado de fertilizantes do planeta.
Apesar da economia do país estar a pleno vapor nos cinco anos em que Pedro Parente presidiu a Bunge, sua passagem pela empresa deixou um rastro de prejuízos, que só na área operacional resultaram em US$ 216 milhões negativos, entre 2013 e 2014.
É com esse histórico que ele quer salvar a Petrobrás? Se o seu plano de negócios for aprovado pelo Conselho de Administração, em cinco anos não sobrará nada da companhia. Vai ser de fato, uma página virada na história do país.
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